O presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), George Dantas, garantiu, em conversa com os vereadores, que a Prefeitura estuda apresentar medidas judiciais contra o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), após a suspensão de 25 linhas de ônibus e redução da frota de outras 29 na capital cearense.
Na conversa com os parlamentares, Dantas afirmou que a equipe jurídica da gestão municipal estava reunida na Procuradoria-Geral do Município (PGM), estudando as medidas contratuais que poderiam ser tomadas, além de uma operação emergencial nas ruas.
O presidente da Etufor frisou que a redução de frota não é novidade em Fortaleza, que já rodou com 1.700 ônibus e que, atualmente, possui o número de 1.200. “Então, a grande novidade e o nosso motivo de consternação é o fato de eles terem feito isso de forma unilateral”, afirmou.
O gestor também comentou sobre a abertura de negociações para o aumento da frota do sistema complementar e disse que às 12h desta terça-feira (30) esperava uma resposta da Cooptraps.
“Convocamos uma reunião com a cooperativa, com a Cooptraps, que prontamente nos atendeu. Existe toda uma questão operacional que precisa ser verificada, a disponibilidade de uma frota extra. Então, até o meio-dia de hoje, a gente vai receber um feedback quanto à possibilidade de uma frota extra”, apontou o presidente da Etufor.
A Cooptraps administra, atualmente, 12 linhas convencionais, 16 linhas compartilhadas nos terminais de Fortaleza e uma linha social que atende a comunidade acadêmica dentro do campus do Pici da Universidade Federal do Ceará (UFC).
O prefeito Evandro Leitão (PT), nesta terça-feira (30), afirmou que a gestão vem tomando as medidas judiciais cabíveis, além de avaliar alternativas para o transporte complementar, como as vans.
REUNIÃO NA CÂMARA
Após o encontro na manhã desta terça na Câmara de Fortaleza (CMFor), o presidente da Casa, Léo Couto (PSB), destacou o momento como uma forma de mediar os anseios da população e, junto com o Executivo, adotar medidas para garantir a execução dos serviços na cidade.
“Ontem nós passamos o dia em conversa com o prefeito Evandro Leitão, que também foi surpreendido com essa paralisação. Então, foi realmente um absurdo o que o Sindiônibus fez, punindo a população, tendo em vista as negociações em relação à tarifa e aos subsídios”, disse.
De acordo com Léo Couto, a conversa com a Etufor foi produtiva. “A gente espera que, nos próximos dias, essa questão seja regularizada”, disse.
Também após o encontro, o vereador Bruno Mesquita (PSD), líder do Governo, considerou a atitude do Sindiônibus “inaceitável” e afirmou que “o povo de Fortaleza é maior do que qualquer sindicato”.
O parlamentar detalhou os esforços de negociação que já estavam em curso, citando especificamente o diálogo com a Etufor, incluindo o transporte alternativo nas medidas e a realização de audiência pública para ouvir o Sindiônibus.
