O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou que é preciso “consertar” alguns países para que eles parem de adotar medidas que, segundo ele, prejudicam os EUA. Dentre as nações citadas pelo integrante do governo de Donald Trump, está o Brasil.
“Temos um monte de países para consertar, como Suíça e Brasil. Eles têm um problema. Índia. Esses são países que precisam reagir corretamente aos Estados Unidos. Abrir seus mercados, parar de tomar ações que prejudiquem os Estados Unidos, e é por isso que estamos em desvantagem com eles”, disse ele.
A declaração foi dada em entrevista ao NewsNation, divulgada no último sábado (27).
Nos últimos meses, Trump tem imposto tarifas sobre produtos importados pelos EUA. Em agosto, passou a valer uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, com exceção de alguns setores, que permaneceram isentos da nova cobrança.
A partir de 1º de outubro, novas tarifas que variam entre 25% e 100% começam a incidir sobre medicamentos, caminhões pesados, móveis e itens para cozinha e banheiro para diversas nações. O Brasil não está incluso nessa rodada de sanções econômicas.
Como tem defendido Trump, a medida busca proteger a indústria local diante da quantidade de produtos importados no país e garantir a “segurança nacional”.
REUNIÃO ENTRE TRUMP E LULA
Nesta semana, Trump deverá receber o presidente Lula (PT) para uma reunião nos EUA. Neste último dia 23 de setembro, os dois chefes de Estado se encontraram na 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), ocasião em que combinaram a reunião.
Em seu pronunciamento, aliás, Trump disse “gostar” do presidente brasileiro, com quem afirmou ter tido uma “química excelente”.
“Eu estava entrando e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem“, disse Trump, na ocasião.
Apesar dos elogios, Trump voltou a comentar sobre o julgamento de Bolsonaro, no qual afirmou haver “censura, repressão, corrupção judicial e perseguição a críticos políticos”.
