O Projeto Coala – Controlando o Oxigênio Alvo Ativamente é uma iniciativa estratégica do Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), em alinhamento com as diretrizes da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e do Ministério da Saúde, voltada para a segurança e qualidade da atenção neonatal.
O projeto estabelece protocolos rigorosos de monitoramento da oxigenoterapia em recém-nascidos prematuros, com metas específicas de saturação de oxigênio, promovendo a integração de equipes multiprofissionais e consolidando práticas assistenciais baseadas em evidências científicas.
Além de prevenir complicações como retinopatia da prematuridade e displasia broncopulmonar, o Coala contribui para a eficiência operacional, o aperfeiçoamento acadêmico e o fortalecimento de políticas de cuidado neonatal seguro, reafirmando o compromisso do HGCC com a excelência em saúde pública.
O projeto estabelece faixas seguras de saturação de oxigênio, geralmente entre 91% e 95%, para bebês prematuros e mobiliza uma equipe multiprofissional — médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem — para monitoramento e ajustes contínuos.

Uma plaquinha afixada na incubadora indica que o bebê está no projeto, servindo como alerta visual para toda a equipe. Cada profissional acompanha os sinais vitais e ajusta a oxigenoterapia conforme necessário, garantindo segurança e atenção redobrada.
Para a neonatologista Ana Nery, o Coala representa qualidade e segurança no cuidado neonatal:
“O oxigênio salva vidas, mas em excesso pode trazer consequências graves. O Coala reforça a atenção e ajuda a equipe a manter a saturação dentro do limite seguro, reduzindo riscos e oferecendo cuidado ainda mais qualificado.”
O projeto também tem impacto para famílias, como relata Aline Ramos, mãe de João Bernardo, prematuro de 25 semanas. “Saber que os profissionais estão atentos e que existe um monitoramento constante me dá tranquilidade.”
Além do cuidado direto aos bebês, o Coala atua como ferramenta de ensino e pesquisa, envolvendo residentes multiprofissionais em auditorias, coleta de dados e avaliação de resultados.
Para Mariana Monte, residente de enfermagem neonatal. “O projeto mostra como a integração entre assistência e ensino pode gerar benefícios reais tanto para os pacientes quanto para o aprendizado dos profissionais.”
