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Pilates de baixa intensidade é tão eficaz quanto treinos intensos, mostra pesquisa cearense

Fizeram parte da amostra analisada 168 adultos, com idades entre 18 e 60 anos. Foto: Divulgação/UFC

Um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal do Ceará (UFC) apontou que o pilates de baixa intensidade pode ser tão eficaz quanto exercícios de alta intensidade no tratamento de dores na lombar.

A pesquisa foi publicada no Journal of Physiotherapy, da Sociedade Australiana de Fisioterapia, e conduzida pelos fisioterapeutas Anita Coelho, Janine Dourado e Pedro Lima, docente da UFC e coordenador do estudo.

O trabalho teve duração de cinco anos e envolveu 168 alunos de graduação e de pós-graduação de Fisioterapia que apresentavam dores lombares crônicas inespecíficas há pelo menos três meses. Os participantes tinham entre 18 e 60 anos e realizaram os experimentos no Laboratório de Pilates Clínico (Lapic), no Campus do Porangabuçu, em Fortaleza.

COMO FUNCIONOU O ESTUDO

Os voluntários foram divididos em dois grupos, praticando pilates de alta ou de baixa intensidade em sessões de uma hora, duas vezes por semana, durante seis semanas. O acompanhamento avaliou os efeitos do tratamento em diferentes períodos: início, seis semanas, seis meses e um ano após a intervenção.

Entre os critérios observados estavam dor, incapacidade, função, cinesiofobia (medo de se movimentar por conta da dor) e força muscular.

O resultado apontou similaridade entre os dois métodos, mas com vantagens para a prática de baixa intensidade, que apresentou menos efeitos colaterais.

“O principal achado do nosso estudo é que o pilates, seja praticado com alta ou baixa intensidade, é igualmente eficaz para aliviar a dor e melhorar a capacidade funcional em pessoas com dor lombar crônica. Isso é uma ótima notícia para fisioterapeutas, pois sugere que a intensidade não precisa ser rigidamente controlada. Na prática, isso facilita o manejo de vários pacientes ao mesmo tempo e resulta em menos efeitos colaterais para o paciente”, explicou o professor Pedro Lima.