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Queda de 22,6% nos roubos de celulares marca oito meses de 2025 no Ceará

A queda nos roubos de celulares marcou os oito primeiros meses de 2025 no Ceará. Dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) apontam diminuição de 22,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e agosto deste ano, foram 10.716 aparelhos roubados, contra 13.851 em 2024.

Em Fortaleza, a redução foi ainda maior, chegando a 25,1%. A Capital registrou 7.668 ocorrências de roubos de celulares até agosto, número inferior aos 10.238 casos registrados em igual período do ano anterior.

A tendência acompanha a queda geral dos crimes violentos contra o patrimônio (CVPs), que recuaram 23,4% no estado. Para especialistas da segurança, o celular representa mais que valor financeiro: trata-se de ferramenta de trabalho, comunicação e acesso a serviços essenciais.

O programa Meu Celular, desenvolvido pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), tem papel central nesse resultado. Criado em 2024, já alcançou 10 mil aparelhos recuperados. A iniciativa reúne plataforma digital, investigações da Polícia Civil (PCCE) e ações preventivas da Polícia Militar (PMCE).

O sistema funciona com cadastro do aparelho e registro do Imei, permitindo bloqueio e rastreamento em caso de roubo, furto ou extravio. O alerta inicial tem validade de 72 horas e, após o registro do boletim de ocorrência (BO), passa para a cor vermelha até a recuperação do celular.

A Polícia Civil realiza buscas e investigações, enquanto a Polícia Militar atua em abordagens de rotina. Viaturas equipadas com aplicativo identificam restrições em tempo real, facilitando apreensões e responsabilização dos envolvidos.

No primeiro ano do programa, em 2024, os roubos de celulares já haviam caído 15,3% no Ceará, passando de 22.850 ocorrências em 2023 para 19.362. Os dados de 2025 reforçam a continuidade dessa curva de queda.

O governador Elmano de Freitas (PT) ressaltou que a iniciativa alia tecnologia, investigação e policiamento para proteger a população. O titular da SSPDS, Roberto Sá, destacou que a diminuição expressa não apenas o impacto material, mas a relevância social do aparelho na rotina cotidiana.