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Ceará pode exportar nabo para a China com projeto-piloto no Sertão dos Inhamuns

O município de Arneiroz, no Sertão dos Inhamuns, pode se tornar o primeiro da região a sediar uma parceria internacional voltada à produção e exportação de nabo para a China. Envolvendo todas as etapas de produção, há expectativa de gerar até 200 empregos. 

O projeto está sendo articulado por empresários chineses, que visitaram a região neste mês de agosto, acompanhados do prefeito Antônio Monteiro Pedrosa Filho e do vereador Marquinho de Arneiroz.

Em entrevista ao Opinião CE, o vereador destacou que os investidores demonstraram interesse em iniciar a produção em uma área de aproximadamente 20 hectares. O projeto prevê, além da plantação, a implantação de uma fábrica para beneficiamento e exportação direta para o mercado chinês.

“Eles gostam de cidade pequena porque dizem que tem mais espaço para crescer. Vieram conhecer o local e ficaram muito felizes com o que viram. Eles fizeram um estudo técnico e deram um retorno positivo. Eles disseram que a possibilidade de a fábrica ser instalada é de praticamente 100%“, afirmou.

A proposta envolve todas as etapas da cadeia produtiva: plantio, colheita, embalagem e exportação. A produção seria direcionada exclusivamente para a exportação ao mercado chinês. “Eles vão plantar, colher, embalar e importar direto para a China. Se tudo der certo, isso deve gerar de 100 a 200 empregos, disse Marquinho.

Conforme o vereador, uma nova reunião está marcada para esta semana em Fortaleza, onde será discutida a viabilidade do projeto, possíveis valores de investimento e o cronograma de implantação.

Nas redes sociais, o prefeito Antônio Monteiro Pedrosa Filho também destacou a importância da visita dos empresários e reforçou o compromisso da gestão em buscar novas oportunidades para o município.

“Eles demonstraram interesse em investir em nossas terras, trazendo mais renda e oportunidades para nossa população. Estamos abertos ao diálogo e vamos analisar as possibilidades, sempre pensando no desenvolvimento de Arneiroz”, publicou.

MAIS SOBRE O NABO

O nabo é originário da Sibéria e foi introduzido na Europa no século XVI, sendo, posteriormente, trazido para a América pelos colonizadores. O nabo forrageiro, mais comum no semiárido nordestino, é muito utilizado na adubação verde, já que suas raízes descompactam o solo e permitem um preparo biológico do mesmo na rotação de culturas e na alimentação animal.

A planta apresenta elevada capacidade de reciclagem de nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo, tornando-se uma espécie importante na rotação de culturas como algodão, feijão, milho e soja, conforme informações da Embrapa.

O nabo é muito utilizado na medicina chinesa e um dos principais alimentos em regiões de inverno rigoroso na Europa antes do aparecimento da batata. Ela se destaca entre as hortaliças como fonte de manganês e potássio, mas também contribui com vitaminas e fibras na dieta, conforme informações da Embrapa.

O nabo pertence à família das brássicas, assim como o repolho, a couve-flor e a mostarda. Apesar de comumente nos referirmos às raízes do nabo, a hortaliça não é uma raiz, já que se forma a partir do engrossamento da base do caule. É considerado um alimento leve, pouco calórico e de fácil digestão.