Com mais de 29 mil atendimentos, o mutirão Agora Tem Especialistas promoveu, neste sábado (13), uma série de exames, consultas e cirurgias em 45 Hospitais Universitários da Rede Ebserh, distribuídos em 23 estados e no Distrito Federal.
No Ceará, a ação ocorreu na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (Meac) e no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), ambos do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (UFC). Somados, os atendimentos em Fortaleza chegaram a 1.192 procedimentos, incluindo 71 cirurgias, 70 consultas, 931 exames e 120 outros atendimentos.
Em âmbito nacional, o mutirão registrou 1,9 mil cirurgias eletivas, 4,5 mil consultas especializadas e 22,7 mil exames e terapias. A mobilização contou com turnos extras e o envolvimento de mais de 2,5 mil profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos e especialistas, além de cerca de 700 estudantes.
Entre as principais especialidades ofertadas estiveram
- cardiologia;
- ortopedia;
- oftalmologia;
- saúde da mulher.
A IMPORTÂNCIA DO SUS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Camilo Santana, acompanharam a iniciativa no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB). Durante o evento, Lula reforçou a defesa ao Sistema Único de Saúde (SUS) e destacou o papel das universidades na formação médica.
“Precisamos formar mais médicos e mapear as necessidades do nosso povo. As mulheres hoje são maioria na medicina, e isso mostra como a universidade é vanguarda no aprimoramento do SUS”, destacou o presidente.
O ministro Camilo Santana ressaltou a importância do mutirão para agilizar os atendimentos e reduzir filas. “É importante lembrar que os atendimentos acontecem em todos os 45 Hospitais Universitários federais do SUS. É a maior rede hospitalar do Sul Global, que hoje presta esse serviço em todos os estados do país”, disse.
Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou a ação como o maior mutirão nacional da história do SUS, em referência aos 35 anos de criação do sistema. O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, destacou que a meta é ampliar em 40% a produção cirúrgica nos hospitais universitários. “Isso significa mais dignidade, com diagnósticos e tratamentos no tempo certo”, afirmou.
