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Prefeito interino de Santa Quitéria lança pré-candidatura e quer apoio do PT para as eleições de outubro

Nomes conhecidos da política de Santa Quitéria já lançaram suas pré-candidaturas para disputar a prefeitura nas eleições suplementares do dia 26 de outubro. O prefeito interino, Joel Barroso (PSB), e a ex-prefeita Lígia Protásio (PT) colocaram seus nomes na disputa.

O novo pleito foi marcado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), após a cassação do mandato do prefeito José Braga Barrozo (PSB), o Braguinha, e do vice, Gardel Padeiro, eleitos em 2024. Eles são acusados de abuso de poder econômico e político e de terem recebido apoio de uma facção criminosa nas eleições.

As convenções partidárias para a escolha de candidatas e candidatos e a deliberação sobre coligações deverão ser realizadas no período de 19 a 21 de setembro. A propaganda eleitoral será permitida a partir do dia 24.

Eleito vereador, Joel Barroso é filho de Braguinha. Foi ele quem assumiu a prefeitura, por ter sido escolhido por seus colegas parlamentares como presidente da Câmara Municipal de Santa Quitéria.

Lígia Protásio, à época filiada ao PP, foi vice na primeira gestão de Braguinha e assumiu a prefeitura com o afastamento do titular, em 2023. Ela chegou a se candidatar no ano passado, mas terminou a disputa em terceiro lugar.

Apoio de Elmano e Cid Gomes

Em entrevista ao site A Voz de Santa Quitéria, o prefeito Joel Barroso contou que se encontrou, nesta semana, com o presidente do PSB, Eurodo Santana, e com o senador Cid Gomes, principal liderança política do partido. Na pauta estavam as articulações feitas no município para fortalecer a candidatura de Barroso.

“O senador Cid Gomes se comprometeu a marcar um momento com o senador Camilo Santana e com o governador Elmano, para definir essa união, PT e PSB, para os rumos de Santa Quitéria”, declarou. O vice da chapa do PSB pode ser um petista, adiantou Joel Barroso. “Pode ser alguém indicado pelo governador”, explicou.

A expectativa é que Elmano apoie o grupo de Cid Gomes no município. Ao mesmo veículo, o governador declarou que é preciso “deixar que os partidos possam fazer os diálogos”. “A primeira coisa que um governador tem que ter, no meu entendimento, é respeito pelas lideranças que fazem parte da sua base”, justificou.