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Provável destino de Ciro, PSDB se posiciona contra polarização e “a favor da estabilidade”

A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a mais de 27 anos de prisão movimentou o cenário político nacional. O Diretório Nacional do PSDB foi um dos que se manifestou. Em nota, a legenda afirmou que o “Brasil precisa retomar o caminho da estabilidade política”.

“O radicalismo e o extremismo levam a situações desagradáveis, como a condenação criminal de um ex-presidente da República pela Suprema Corte do País”, disse.

A posição insinua que a legenda não deve estar nem na coligação de tentativa de reeleição do presidente Lula (PT) nem com um candidato apoiado por Bolsonaro. Dentre os presidenciáveis que vêm sendo cotados está o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que já realizou conversas com o partido sobre a possibilidade de filiação.

Em nível estadual, ele dialoga com o ex-senador Tasso Jereissati, líder tucano no Ceará, mas também já dialogou com o presidente nacional, Marconi Perillo.

Em suas candidaturas passadas, Ciro se posicionava como uma “terceira via”, o que poderia fortalecer uma possível filiação ao PSDB.

Ele é cotado, ainda, a uma candidatura ao Governo do Estado, pela oposição ao governador Elmano de Freitas (PT). O presidente estadual do partido, o prefeito de Massapê, Ozires Pontes, aliás, disse em entrevista nesta semana que Ciro vai para o PSDB e que qualquer outra coisa seria “especulação”. “Prego batido e ponta virada”, afirmou, rejeitando a possibilidade de o Ferreira Gomes migrar para a União Progressista, que também o disputa.

Além disso, Ozires frisou ainda que, no PSDB, ele seria candidato a governador, e não para a presidência. O próprio Tasso, aliás, também defenderia essa posição.

“Está muito bem posicionado para o Governo, e o Tasso, que é quem tá tocando isso com o Ciro, só conversa no sentido de ser candidato ao Governo“, acrescentou.

Confira a nota do PSDB na íntegra

“Hoje é um dia histórico para o Brasil. Mas não é um dia feliz. Mais um ex-presidente da República foi condenado, desta vez por tentativa de golpe de Estado. O respeito ao Estado Democrático de Direito, à democracia constitucional e ao funcionamento legítimo das instituições, por mais duro que seja, deve ser prioridade absoluta para o país.

Desde a redemocratização, após uma longa e sombria ditadura, o Brasil teve cinco presidentes eleitos em nove eleições diferentes. Apenas um desses eleitos, Fernando Henrique Cardoso, não foi condenado, preso ou deposto por impeachment. Este não é um fato a se comemorar. No entanto, é relevante a constatação de que há um fator de estabilidade na política brasileira: a social-democracia, representada pelo PSDB.

O radicalismo e o extremismo levam a situações desagradáveis, como a condenação criminal de um ex-presidente da República pela Suprema Corte do País. Mais do que nunca está claro que, incontestavelmente, o Brasil precisa retomar o caminho da estabilidade política.”