O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou que a tendência de queda nos preços dos alimentos deve continuar nos próximos meses, apoiada pelo crescimento da produção agrícola brasileira.
“Batemos o recorde de safra em 2023, em 2024 e bateremos amanhã também”
adiantou o ministro sobre o resultado da Safra de Grãos 2024/2025, que será divulgado nesta quinta-feira (11).
Em agosto, itens essenciais do dia a dia registraram redução de preços: tomate (-13,39%), batata-inglesa (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café moído (-2,17%). Entre os combustíveis, houve queda na gasolina (-0,94%), etanol (-0,82%) e gás veicular (-1,27%).
“Digamos que o carro-chefe dessa deflação é o arroz. Quem pagava o ano passado, nessa época, 5 quilos de arroz, pagava R$ 30, R$ 27, R$ 28. Hoje você tem 5 quilos de arroz por R$ 15, R$ 16, R$ 17, R$ 18″, comemorou o ministro em entrevista à Voz do Brasil.
“Nós temos pelo terceiro ano, e amanhã será anunciada a safra, nós batemos o recorde de safra em 2023, em 2024 e bateremos amanhã também o recorde da produção brasileira. Pelo terceiro ano também, nós temos os recordes do Plano Safra, e no investimento na agricultura.”
O impacto dessa deflação nos preços de habitação, alimentação e bebidas fez com que o Brasil registrasse inflação negativa de 0,11% em agosto, a primeira desde agosto de 2024 e a mais significativa desde setembro de 2022.
No acumulado de 2025, a inflação está em 3,15%, e nos últimos 12 meses, em 5,13%, abaixo dos 5,23% registrados nos 12 meses anteriores.
“Não tem nada a ver com o tarifaço. O tarifaço foi anterior, foi em junho que começou a deflação de alimentos e vai continuar essa tendência, e o governo, o presidente Lula, tem o tema do controle da inflação como uma das suas preocupações maiores”, frisou Paulo Teixeira.
