A economia nordestina cresceu 2,4% no primeiro semestre no Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-NE), medido pelo Banco Central. Com isso, ela mantém uma trajetória positiva no período.
Na análise dos últimos 12 meses, o Nordeste acumula crescimento de 3,8%, praticamente em linha com a média nacional (3,9%). O Ceará apresentou um resultado expressivo, com crescimento de 2,6% no primeiro semestre, sustentado por investimentos em infraestrutura logística e energética.
Segundo Marcos Falcão Gonçalves, gerente executivo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisa do Banco do Nordeste, “projetos em agropecuária, indústria e serviços que recebem apoio do Banco têm efeito multiplicador, gerando emprego e renda e contribuindo para reduzir desigualdades históricas da região“, destacou.
DESTAQUES
A Bahia foi o destaque, com alta de 3,9% no período, impulsionada pela diversidade produtiva e pelo bom desempenho do agronegócio. “Os números da Bahia mostram como o crescimento sustentado depende de uma base produtiva diversificada, mas também do acesso ao crédito de longo prazo e de políticas que incentivem o investimento privado”, disse Marcos Falcão Gonçalves.
Fora da região, mas dentro da área de atuação do Banco do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo também se destacaram, com altas de 3,0% e 2,9%, respectivamente.
PRÓXIMOS MESES
Segundo o Banco do Nordeste, a expectativa para os próximos meses é de crescimento moderado, mantido pelo bom desempenho do agronegócio na Bahia e em partes do Ceará, pelo avanço de obras e projetos em infraestrutura e energia, além da expansão de nichos industriais e serviços com potencial exportador.
