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COP 30: Evandro anuncia criação de Observatório dos Riscos Climáticos de Fortaleza

Fortaleza reforça compromisso climático e apresenta iniciativas de sustentabilidade na pré-COP 30. Foto: Opiniãoce

O prefeito Evandro Leitão (PT) anunciou, nesta quarta-feira (10), o Observatório dos Riscos Climáticos de Fortaleza. O projeto permite que qualquer cidadão tenha acesso às informações mais relevantes sobre os riscos climáticos da cidade. “Só é possível evitar a crise climática com diálogo, ciência e inclusão”, disse Evandro em evento pré-COP 30, o primeiro em uma capital brasileira antes do encontro global, que acontecerá no Pará, em novembro.

“Estamos lançando uma ferramenta essencial para o monitoramento e a gestão da nossa política”, ressaltou Evandro. O Observatório será gerido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan), com dados reunidos por diferentes órgãos da Prefeitura. “Ele vai permitir que qualquer cidadão tenha acesso ou cidadã tenha acesso às informações mais relevantes sobre os riscos climáticos da cidade, de forma transparente, científica e acessível”, destacou.

Também foram anunciadas novas ações de Fortaleza com foco em meio ambiente e mitigação climática, durante a abertura do evento Diálogos Rumo à COP 30. Entre os anúncios, está a criação de cinco novos parques urbanos. O prefeito Evandro deu início à conferência pré-COP30.

Em seu discurso, ele anunciou a criação de 5 novos parques urbanos, aumentando o número para 30 em Fortaleza.

Os novos espaços anunciados são:

  • Parque Urbano da Lagoa do Aracapé;
  • Parque Urbano da Lagoa do Urubu;
  • Parque Urbano Zeza Olho d’Água;
  • Parque Urbano Passaré; e
  • Parque Urbano da Lagoa da Paupina.

O evento reuniu autoridades influentes no tema, algumas das quais falaram exclusivamente com o Opinião CE. O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza, Arthur Bruno, comentou sobre a importância do momento.

“Fortaleza, nas últimas décadas, perdeu muitas áreas verdes e lagoas que foram aterradas. Só nos últimos 8 anos, perdemos 20% das nossas áreas verdes. Por determinação do Prefeito Evandro Leitão, a política ambiental virou uma prioridade, sobretudo neste momento de aquecimento global e mudanças climáticas.”

BANCO MUNDIAL

A representante do Banco Mundial na América Latina e Caribe, Hanna Kim, afirmou que será criada uma nova operação de investimentos para apoiar atividades de adaptação e mitigação das mudanças climáticas em Fortaleza.

“A ideia é ter uma nova operação para apoiar mais projetos concretos na cidade de Fortaleza na adaptação e mitigação das mudanças climáticas. Estamos querendo construir uma nova operação de crédito com a Prefeitura”, revelou Hanna Kim.

A representante do banco não falou em valores e nem explicou quando a operação de crédito poderia ser firmada. Nesta quarta, a Prefeitura de Fortaleza participa do evento Diálogos Rumo à COP 30, em referência à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que ocorre neste ano, em novembro, no município de Belém-PA.

A capital cearense já possui uma parceria no programa Fortaleza Cidade Sustentável, que recebeu US$ 150 milhões — mais de R$ 800 milhões — em financiamento da instituição internacional. De acordo com Hanna Kim, o programa foi bem-sucedido nos resultados.

Quando lançada, em 2017, a ação previa medidas como a intensificação da fiscalização em alto padrão para regularizar a coleta de esgoto, a integração do ambiente natural e do ambiente construído na cidade e investimentos em infraestrutura urbana e ambiental.

REDE GLOBAL C40

O prefeito também assinou o memorando de entendimento da Prefeitura com a Rede Global C40, que reúne quase 100 prefeitos das principais cidades do mundo. O memorando compromete as cidades a enfrentar a crise climática, em conformidade com as metas do Acordo de Paris.

O vereador e biólogo Gabriel Aguiar (Psol), destacou a importância do momento.

“Fortaleza precisa atuar em três frentes: primeiro, zerar o desmatamento, preservando as poucas florestas restantes; segundo, descarbonizar a mobilidade urbana, reduzindo a queima de petróleo, gás e carvão; e terceiro, investir em saneamento. Se conseguirmos avançar nessas áreas, será possível gerar oportunidades, renda e melhorar a qualidade de vida da população, ao mesmo tempo que reduzimos a emissão de gases do efeito estufa.”