Foi lançado, nesta terça-feira (9), o Data Nordeste, pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O objetivo é tomar decisões mais assertivas, atrair investimentos com base em evidências, fortalecer a pesquisa científica e ampliar a transparência de informações na região.
O portal pode ser acessado através do site da Sudene.
O Data Nordeste oferece indicadores em áreas como saúde, educação, economia, renda e meio ambiente, com recortes territoriais que incluem o Semiárido, o bioma Caatinga e a área de atuação da Sudene.
No evento de lançamento, o pesquisador e empreendedor Ricardo Cappra, referência internacional em cultura analítica e transformação digital, destacou que a aceleração da tecnologia da informação tem ampliado o papel dos dados nas organizações, deslocando profissionais de Business Intelligence da área de tecnologia para posições estratégicas de gestão. Apesar dos avanços, lembrou que mais de 70% das decisões de negócios ainda não se baseiam em dados.
“Quando a narrativa pesa mais que os dados, há manipulação da realidade; quando os dados se sobrepõem sem contexto, perdemos a compreensão do que está em jogo”, observou.
DESENVOLVIMENTO REGIONAL
O Data Nordeste foi criado para traduzir estatísticas em decisões concretas do Poder Público para benefício da sociedade.
A iniciativa nasceu de demandas de gestores, pesquisadores e do setor produtivo, que enfrentavam dificuldades para acessar dados regionais confiáveis e organizados.
O ambiente permite, por exemplo, que empresários consultem informações sobre infraestrutura, incentivos fiscais e mercados; gestores públicos utilizem mapas interativos e séries históricas para embasar políticas públicas; e pesquisadores encontrem dados organizados para análises acadêmicas e científicas.
Confiras as funcionalidades:
- painéis de dados em formato de dashboards multitemáticos, com navegação intuitiva e narrativas automáticas;
- boletins temáticos que aprofundam indicadores-chave do desenvolvimento regional;
- datastories, narrativas visuais que combinam estatísticas, mapas e gráficos interativos; e
- aplicações georreferenciadas, como o SigMapas e o Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA), que permitem explorar o território a partir de múltiplas camadas de informação.
O lançamento também reuniu representantes de órgãos públicos, do setor produtivo e da comunidade acadêmica.
