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Rota para a Ásia impulsiona crescimento de 37% na movimentação de contêineres

O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) registrou resultados expressivos em 2025. Entre janeiro e agosto, a movimentação de contêineres cresceu 37% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 444.999 TEUs (unidade equivalente a contêiner de 6,1 metros) nos oito primeiros meses deste ano. No mesmo intervalo, a movimentação geral também avançou 13 milhões de toneladas, alta de 7% na comparação com 2024.

Um dos fatores determinantes para o crescimento é a ligação semanal com a Ásia, que reduziu em 50% o tempo de transporte — de 60 para cerca de 30 dias. A nova linha já responde por 15% da movimentação de contêineres e representa quase metade do avanço registrado no setor em 2025.

IMPACTO

Segundo o presidente do Cipp, Max Quintino, a rota direta para a China transformou a competitividade do terminal.

“Já conseguimos reduzir pela metade o tempo de transporte e ampliar expressivamente a movimentação de contêineres, com novos recordes a cada mês. Isso mostra que estamos cumprindo nosso papel de tornar o Ceará mais competitivo, criando condições para que exportadores e importadores tenham acesso mais rápido e eficiente aos maiores mercados do mundo”, desatcou Max Quintino.

Batizado de Santana, o serviço de navegação é operado pela MSC em parceria com a APM Terminals. O trajeto conecta o Porto do Pecém aos principais portos da Ásia, incluindo Busan, Qingdao, Shanghai, Ningbo, Yantian e Singapura, em aproximadamente 30 dias. O retorno ao continente asiático é feito pelo Cabo da Boa Esperança, garantindo alternativa eficiente e competitiva para o comércio internacional.

Batizado de Santana, o serviço de navegação é operado pela MSC em parceria com a APM Terminals. Foto: Divulgação/ Ascom Cipp

CADEIA PRODUTIVA

De acordo com André Magalhães, diretor Comercial do Complexo, a adesão ao novo serviço superou expectativas. “Inicialmente projetávamos crescimento de 10%, mas a resposta do mercado foi muito superior. Além de ampliar exportações de frutas, granito e castanha de caju, a rota facilita a importação de insumos e maquinário de última geração para as indústrias locais, fortalecendo toda a cadeia produtiva do Nordeste.”