O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou, nesta segunda-feira (8), uma iniciativa inédita para identificar e analisar áreas verdes em regiões urbanas do país. O projeto-piloto será implementado inicialmente em Guarulhos (SP) e Palmas (TO), cidades escolhidas por apresentarem contrastes significativos em termos de clima, vegetação e organização urbana.
Conduzida pela Diretoria de Geociências do instituto, a proposta visa testar uma metodologia que poderá, futuramente, ser adotada em todo o território nacional. De acordo com a técnica responsável pela pesquisa, Manuela Mendonça de Alvarenga, o estudo experimental busca validar a abordagem escolhida, adaptando-a a diferentes realidades brasileiras por meio de contribuições de especialistas, gestores públicos e outros interessados.
“Para nós, é importante lançar este estudo em caráter experimental, para que possamos colocar a proposta de metodologia em discussão, testar sua aplicabilidade a diferentes contextos e, a partir de um retorno de outros pesquisadores, de gestores e de demais partes interessadas, propor algo que possa ser aplicável a todo o Brasil”, explicou Manuela.
A metodologia adotada tem como base a definição de áreas verdes urbanas estabelecida no Código Florestal Brasileiro, que considera espaços públicos ou privados cobertos por vegetação, seja ela natural ou recuperada, e que tenham uma função urbana distinta de uso residencial ou comercial. A classificação utilizada também segue os critérios do Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, incluindo categorias como praças, parques e canteiros.
Segundo o IBGE, o recorte espacial das áreas analisadas foi definido conforme os padrões internacionais da ONU-Habitat, com base na densidade populacional e na continuidade urbana. Foram utilizados dados de cartografia colaborativa, que indicam possíveis áreas verdes, integrados a imagens de satélite para confirmar a presença de vegetação.
