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“Acho muito difícil a cassação”, diz vereadora do PT sobre processo contra Inspetor Alberto

Vereadora de Fortaleza, Adriana Almeida, em entrevista ao Opinião CE. Foto: Gustavo Calvano

A vereadora Adriana Almeida (PT) disse achar “muito difícil” que o também vereador Inspetor Alberto (PL) seja cassado na Câmara de Fortaleza. O bolsonarista tem contra ele um processo por ter associado o PT a uma organização criminosa.

Alberto já teve outros quatro processos arquivados a seu favor pelo vereador Luciano Girão (PDT), relator do caso no Conselho de Ética.

Já acerca da associação do Partido dos Trabalhadores a uma facção, Girão aceitou a admissibilidade da denúncia.

No dia 6 de fevereiro deste ano, durante sessão solene em comemoração aos 45 anos do PT, o bolsonarista chegou ainda a apresentar um vídeo em que faz a associação. Os vereadores da sigla, ainda no mesmo dia, entraram com o processo.

Ao podcast Questão de Opinião, do Opinião CE, Adriana disse acreditar que o processo vai avançar e que haverá alguma punição, mas que a cassação seria muito difícil. “Como não foi arquivado, provavelmente vai dar uma resposta”, disse.

“A gente precisa barrar. A Câmara, o parlamento de uma forma geral, precisa ser mais respeitoso, ter mais cuidado. Não é sair falando de todo mundo sem provas, acusações”, acrescentou.

A entrevista pode ser assistida na íntegra no canal do Opinião CE no YouTube.

REPRESENTANTES DO POVO

Como completou Adriana, os parlamentares, representantes do povo, precisam ter respeito aos seus pares. “Nós somos representatividade e exemplo, imagina arrastar um animal pelas orelhas, ameaçar de morte um candidato, associar pessoas sérias e honestas a facções criminosas?”, disse, em referência aos demais processos que foram arquivados.

“Quando se associa um partido a uma facção, aquelas pessoas que estão lá dentro, inclusive eu e os demais parlamentares e militantes do partido, faríamos parte da facção. Temos que ter muito cuidado e respeito quando estiver falando”, pontuou.

Na avaliação da petista, os outros processos não deveriam ter sido arquivados. “Não acho que foi correto esses processos [serem arquivados], principalmente esse em que ele agride um porco e faz violência ao animal fazendo associação ao Evandro.”

Luciano Girão, ao relatar os processos, defendeu sua inadmissibilidade já que as condutas ocorreram no ano passado, durante a legislatura anterior. Ainda conforme ele, os denunciantes não comprovaram ter domicílio eleitoral em Fortaleza.

“Acho um equívoco, embora a Comissão use argumentos, mas esse é um dos processos [em que ele agride um porco] que tem mais clamor da população, que ficou indignada por ter sido arquivado”, completou.