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Construção de quiosques no Vila do Mar tem início previsto para maio de 2026

Audiência Pública para discutir a demolição das Barracas Vila do Mar, na Câmara de Fortaleza. Foto: Zerosa Filho/Câmara de Fortaleza

A construção de quiosques no Vila do Mar, de acordo com a Prefeitura de Fortaleza, tem início previsto para o mês de maio de 2026. A informação foi divulgada pelo secretário da Regional I, Carlos Filho, em audiência pública na Câmara de Fortaleza proposta pelo vereador Cláudio Lima (Avante), morador da região em que empreendimentos foram demolidos no último em agosto.

No dia 26 do último mês, a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) demoliu estruturas construídas de forma irregular no calçadão, após atender solicitação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), que apontou irregularidades.

Conforme a Agefis, as construções que tinham fins comerciais foram erguidas sem autorização da Prefeitura ou da Superintendência do Patrimônio da União no Ceará (SPU).

De acordo com Carlos Filho, a gestão municipal tem realizado diálogo com representantes da comunidade, instituições e permissionários, buscando medidas para minimizar os prejuízos causados com as demolições.

Dentre as ações, o titular da pasta citou abertura de licitação para a compra de “carrinhos para ambulantes” e a construção dos quiosques.

“O prefeito tem um princípio no trabalho: o diálogo nas construções de ações dentro dos territórios. Entendemos que não vamos construir a Fortaleza das urnas sem a participação do povo”, disse.

Ele explicou que será realizado o cadastro dos permissionários e famílias afetadas pelas demolições. O secretário informou ainda que a Prefeitura busca a realocação da sede da quadrilha “Cai, Cai Balão” e de uma escola de surf.

A AUDIÊNCIA

Durante a audiência na Câmara, moradores e permissionários afetados pela ação do Ministério Público evindenciaram que impactos financeiros foram gerados pelas desapropriações.

Vitória Teixeira, representando comerciantes da orla da região das Goiabeiras ao Marco Zero, disse que os profissionais aguardam a regularização do Executivo.

Já Ofisa Matos e Auricélia Cavalcanti, comerciantes da região desapropriada, falaram sobre os problemas que as famílias estão enfrentando, principalmente na área econômica e social.

“Nós, da Praia dos Pocinhos, começamos apenas com 12 barracas e foi aumentando, e foi investido nessa luta com a gente uma nova forma de sustentar os nossos filhos, com trabalho digno. E do jeito como chegaram demolindo, destruíram sonhos e tiraram o alimento da mesa, pois o local tem dois pontos positivos: sustento e lazer”.