No Sertão Central cearense, oito municípios integram o Consórcio de Desenvolvimento da Região Sertão Central Sul (Codessul), que tem como objetivo promover o desenvolvimento da região por meio da cooperação entre as prefeituras.
O prefeito de Milhã, Alan Macêdo (PSB), é o presidente do consórcio. Ao Opinião CE, ele explicou que os municípios estão sempre “de mãos dadas”, pensando no desenvolvimento de todos que compõem o Codessul. “Quando a gente se destaca em uma coisa, a gente toma conhecimento para melhorar todo mundo junto”, disse.
Foi dessa forma, por exemplo, que o Sertão Central se tornou o maior polo calçadista do Estado, com Solonópole e Senador Pompeu como destaques na produção. A intenção, como revelou o presidente, é levar ainda mais fábricas para os demais municípios. Compõem o consórcio as seguintes cidades:
- Acopiara;
- Deputado Irapuan Pinheiro;
- Milhã;
- Mombaça;
- Pedra Branca;
- Piquet Carneiro;
- Senador Pompeu;
- Solonópole.
Uma medida que tem facilitado a chegada de investimentos às cidades foi a política de gerar licenças ambientais por meio das secretarias municipais, sem necessidade de a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) realizar o licenciamento.
“Antes era um ano [para tirar a licença]. Hoje, a gente consegue tirar em 30 dias; melhora tanto para o consórcio como para o município”, afirmou Alan.
FORTALECIMENTO DA REGIÃO
De acordo com o presidente do Codessul, dois projetos devem favorecer a região: a Ferrovia Transnordestina e o projeto Malha D’Água. No Ceará, além da ferrovia, que deve ser inaugurada até 2027, também serão construídos portos secos, locais onde poderão ser armazenados produtos. Quixeramobim, no Sertão Central, vai receber um porto seco. “[Quixeramobim] não faz parte do Codessul, mas vai favorecer bastante”, destacou.
Já sobre o Malha D’Água, iniciativa que visa ampliar a segurança hídrica da população cearense, com o abastecimento dos núcleos urbanos e das comunidades rurais, Alan Macêdo destacou que as obras vão alavancar bastante o sul do Sertão Central.
“Sofremos muito porque o Sertão Central sempre foi seco, sempre foi uma das regiões mais pobres e, hoje, já crescemos bastante”, acrescentou.
