O Governo Federal pretende entrar forte no mercado de Inteligência Artificial e está desembolsando R$ 23 bilhões no setor. O anúncio foi feito pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante a abertura do Painel Telebrasil 2025, na terça-feira (2). Ela disse que espera uma IA “que seja inclusiva, soberana, ética e centrada nas pessoas”.
O Brasil tem avançado em uma agenda de nuvem de Governo em parceria com duas empresas públicas de TI, o Serpro e a Dataprev.
Na Nuvem Soberana, modelo de computação em nuvem gerido e localizado dentro do território nacional para garantir autonomia tecnológica, operacional e de dados, as duas empresas públicas fazem a aquisição dos equipamentos de empresas privadas, mas hospedam os dados em seus próprios datacenters.
A ideia, com isso, é garantir a guarda, no Brasil, dos dados estratégicos e com algum grau de restrição para garantir a segurança dessas informações.
Nesse sentido, um dos pilares da política para a soberania de dados é o desenvolvimento da Infraestrutura Nacional de Dados (IND), o que não significa, conforme a ministra, um isolamento tecnológico.
“A transformação digital passou a ser a base de tudo que a gente tem feito, especialmente com a chegada da inteligência artificial, com todo o seu potencial transformador, que tem tanto para ampliar liberdades e capacidades humanas, mas também com risco de aumentar as desigualdades e as simetrias globais já existentes”, afirmou.
RECURSO
Os R$ 23 bilhões está estão previstos para investimento do governo em quatro anos no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). O plano foi divulgado em julho do ano passado e prevê, ainda, investimentos para a melhoria dos serviços públicos em seu terceiro eixo: R$ 1,76 bilhão.
O Painel Telebrasil é considerado um espaço de conversa entre governo e empresas para discutir os principais temas sobre tecnologia e inovação.
A abertura do painel contou com a presença do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, que destacou o papel das telecomunicações como setor estratégico.
“O setor sempre foi responsável por trazer tecnologia e inovação para o Brasil, e hoje sua relevância vai além da economia. Telecomunicações são essenciais para o exercício da plena cidadania, porque permitem que milhões de brasileiros tenham acesso a serviços públicos, oportunidades de trabalho, capacitação, educação e saúde”, disse.
Também participaram do momento o presidente da Anatel, Carlos Baigorri; o 1° vice-presidente do Senado Federal, Eduardo Gomes; o deputado federal Aguinaldo Ribeiro; o novo presidente da Telebrasil, Alberto Griselli; e o ex-presidente da Telebrasil, Christian Gebara.
