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Audiovisual cearense retorna R$ 3,10 à economia para cada R$ 1 investido, diz pesquisa

Foto: Divulgação/Secult

Nesta semana, foi realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) uma audiência pública para debater a implantação de uma nova estatal, a Ceará Filmes. Na ocasião, foi apresentada uma pesquisa que colabora para a criação da empresa: a cada R$ 1 investido no audiovisual cearense, R$ 3,10 retornam à economia.

Conforme a Secretaria da Cultura (Secult), o levantamento “dimensiona a relevância econômica do setor audiovisual”. De acordo com a secretária Luisa Cela (PSB), o estudo, encomendado pela pasta, contribui para entendermos o campo e desenhar melhor as políticas culturais.

“Em que elos da cadeia esse fomento tem que se dar, quais estratégias, quais são as metas, as responsabilidades do setor na construção das carreiras e estruturação do setor”, afirmou.

A pesquisa, que foi divulgada na audiência pública, é parte de uma série de ações e interlocuções protagonizadas pela Secult nos últimos anos. Outras medidas incluíram a criação de um Grupo de Trabalho, a realização do Seminário Ceará Filmes e a contratação de consultoria externa especializada.

No Ceará, já existe um programa que possui como objetivo a promoção de políticas públicas no setor audiovisual. A Lei nº 17.857, sancionada em 2021, instituiu o “Programa Estadual de Desenvolvimento do Cinema e Audiovisual – Programa Ceará Filmes” e criou o Sistema Estadual do Cinema e Audiovisual.

A AUDIÊNCIA

Realizada a partir da Comissão de Cultura e Esportes (CCE), a audiência atendeu a requerimento do líder do Governo na Alece, o deputado Guilherme Sampaio (PT).

No momento, estiveram presentes, além do parlamentar, o diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Paulo Alcoforado; o pesquisador Fernando Perobelli, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe); a secretária de Cultura de Fortaleza, Helena Barbosa (PT); e o pesquisador e consultor Alfredo Manevy, que presidiu a Spcine (2014-2016).

Também participaram o presidente do Instituto Mirante, Tiago Santana; a diretora de formação do Instituto Dragão do Mar (IDM), Bete Jaguaribe; o representante da Secretaria do Turismo do Ceará, Bruno Gaspar; o representante da Procuradoria-Geral do Estado, o procurador Daniel Ribeiro Garcia Filho; e a secretária Executiva do Tesouro Estadual e Metas Fiscais da Sefaz Ceará, Roberta de Alencar Pita.

Na plateia presente à Alece, a audiência pública foi acompanhada por diferentes grupos, coletivos e projetos ligados ao audiovisual cearense. Contribuíram a Universidade Federal do Cariri (UFCA), a Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan), o Instituto Bojogá, a Rede Cine Rua Ceará e a Associação Mulheres do Vale do Caju.