Ao todo, serão 1.113.586 famílias do Ceará beneficiadas pelo Gás do Povo. Lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quinta-feira (4), o programa torna gratuita a aquisição do botijão de gás de cozinha.
Com lançamento na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, a iniciativa vai beneficiar, em todo o Brasil, 15,5 milhões de famílias, abrangendo cerca de 50 milhões de pessoas.
Conforme o chefe do Executivo Nacional, a medida se mostra essencial na redução das desigualdades e garante dignidade às famílias em vulnerabilidade socioeconômica, que comprometem parte de suas rendas para a compra de botijões.
“Nós estamos assumindo a responsabilidade de que uma pessoa não pode gastar 10% do salário mínimo para comprar gás. A gente vai arcar com a responsabilidade de fazer com que as pessoas mais pobres possam receber o gás de graça”, ressaltou Lula.
Conforme o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o acesso gratuito ao gás de cozinha combate a pobreza energética, garante alívio no orçamento das famílias que mais precisam e ainda protege a saúde,
“Portanto, é um dos programas sociais mais importantes e completos do nosso governo, cuidando diretamente das pessoas”, afirmou o titular. “Principalmente de mulheres e crianças, que utilizam a lenha, álcool e outros materiais inflamáveis e tóxicos”, completou.
O governo estima que até março de 2026, 100% do público esteja atendido, e cerca de 65 milhões de botijões serão distribuídos por ano. Até o fim de 2025, serão investidos R$ 3,57 milhões. Em 2026, R$ 5,1 bilhões.
IMPACTO SOCIAL
Milhões de brasileiros ainda cozinham com lenha, carvão ou querosene. Essas alternativas expõem mulheres e crianças a doenças respiratórias, poluição tóxica e risco de queimaduras, além de comprometerem tempo que poderia ser dedicado ao estudo ou ao trabalho.
Dados do IBGE apontam que 12,7 milhões de famílias utilizam lenha junto ao gás, sendo 5 milhões de baixa renda.
O Gás do Povo surge para reduzir esses danos e garantir acesso universal a uma energia limpa e segura. Além disso, conforme o Governo, famílias que usam lenha precisam despender, em média, 18 horas por semana na coleta, trabalho que pode envolver inclusive crianças.
REGIÕES
A estimativa é de que mais de 7,1 milhões de famílias do Nordeste sejam atendidas, a maior abrangência. Na sequência aparecem Sudeste (4,4 milhões), Norte (2,1 milhões), Sul (1,1 milhão) e Centro-Oeste (889 mil).
Entre os estados, oito terão mais de 1 milhão de famílias beneficiadas: Pará (1,11 milhão), Maranhão (1,01 milhão), Ceará (1,13 milhão), Pernambuco (1,14 milhão), Bahia (1,84 milhão), Rio de Janeiro (1,12 milhão), Minas Gerais (1,20 milhão) e São Paulo (1,87 milhão).
