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IJF é responsável por 38% das doações de órgãos para transplantes no Ceará

IJF promove Encontro das Família Doadoras, dia 23 de setembro. Foto: Divulgação/ Prefeitura de Fortaleza

O Instituto Dr. José Frota (IJF), hospital da Prefeitura de Fortaleza, é responsável por 38% da doação de órgãos disponibilizados para transplantes no Ceará. Neste mês de setembro, o hospital inicia a campanha Setembro Verde, mês dedicado à conscientização da doação de órgãos e tecidos.

A campanha, com o tema A vida renasce quando você doa: cultive a esperança”, contará este ano com diversas programações ao longo do mês. Entre elas, haverá o 13º Encontro das Famílias Doadoras, no dia 23 de setembro.

O encontro acontece na Casa Barão de Camocim, às 8h30, no bairro Centro. O evento reúne familiares de pacientes que autorizaram a doação de órgãos e tecidos para transplantes, pacientes transplantados e profissionais.

O objetivo é promover um grande momento de solidariedade e luta pela vida de pessoas que aguardam, todos os dias, por uma doação. Atualmente, o hospital tem destaque nacional por sua contribuição ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

REFERÊNCIA NACIONAL

Somente de janeiro a agosto de 2025, já foram realizadas 108 captações de órgãos e tecidos para transplantes no IJF. Em 2024, o total foi de 197 procedimentos. Dentro do hospital, as famílias são acolhidas pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), que comunica sobre a possibilidade de doação de órgãos e tecidos de seus entes.

Por meio de um atendimento humanizado, seguro e sensível, o IJF tem alcançado um índice de aceitação acima da média nacional. Em 2024, a taxa de aceite familiar foi de 84%, enquanto a média nacional é de 54%. O percentual é um dos mais altos entre as instituições que atuam na área em todo o Brasil.

“Um fator que contribui para esses números tão significativos no IJF é o acolhimento realizado pela equipe assistencial da CIHDOTT. Prezamos por um posicionamento claro, seguro e de muita empatia. Temos um modelo que serve de inspiração para outros hospitais e instituições que realizam o mesmo procedimento em todo o Brasil”, explica Aline Alves, coordenadora da CIHDOTT do IJF.

De acordo com a coordenadora, o hospital conta com uma equipe de 19 profissionais, composta por enfermeiros, técnicos e médicos. Eles se dedicam 24 horas por dia a ajudar as famílias a ressignificar a dor da perda e transformá-la em esperança, por meio de um gesto de solidariedade e amor ao próximo.

A profissional explica que a doação de órgãos e tecidos pode ocorrer em duas situações: em vida, sem que afete a saúde do doador, ou após a morte.

“Pela legislação vigente, nos casos de doador falecido, só é permitida a doação em situação de morte encefálica. A CIHDOTT participa de todas as etapas do processo de doação dentro do ambiente hospitalar, em parceria com os profissionais de saúde das unidades onde o potencial doador se encontra”, enfatiza a profissional.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), atualmente, mais de 78 mil pessoas aguardam por doação de órgãos em todo o país.

Em 2024, os órgãos mais demandados foram rim, córnea e fígado. No IJF, os principais órgãos captados são fígado, rins e córneas, mas também é realizada a captação de pulmão, coração e pâncreas.