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Deputados cearenses divergem sobre futuro da Federação União Progressista

O posicionamento da Federação União Progressista, em que oficializou a saída do Governo do presidente Lula (PT), repercutiu na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará nesta quarta-feira (3). A aliança entre o União Brasil e o Progressistas, nesta terça-feira (2), divulgou nota em que afirma que os filiados que ocupam cargos federais devem deixar os postos em até 30 dias.

No momento, a medida vale apenas para os cargos federais, mas há a possibilidade de, posteriormente, se estender para os estados. Para o Ceará, a previsão é de que a Federação fique com a presidência do União Brasil, o que faria com que ela se posicione em uma coligação de oposição ao governador Elmano de Freitas (PT) nas eleições do próximo ano.

No Ceará, a bancada se divide entre base e oposição. Do União Brasil, de quatro deputados, três são de oposição — Felipe Mota, Heitor Férrer e Sargento Reginauro —, e um da base — Firmo Camurça. Já no PP, os três deputados — Almir Bié, João Jaime e Leonardo Pinheiro — são governistas.

O deputado Felipe Mota destacou que já vinha alertando os filiados dos dois partidos que não tomassem medidas sem escutar as direções nacionais. “Escutaram por várias vezes eu dizendo isso: que não colocasse a carroça na frente dos bois”, disse.

“Quem vai definir em todos os estados, não só no Ceará, serão os dois partidos em nível nacional”, acrescentou.

Na avaliação do parlamentar, aliás, a imposição para a saída dos integrantes do governo deve se estender para os estados em um momento posterior. “Acho que vai chegar o momento”, pontuou. Nesse sentido, Mota afirmou que quem não seguir a linha do partido vai ser expulso.

GOVERNISTAS DIVERGEM

Os governistas, por outro lado, destacam que ainda não foi definido o posicionamento da federação nos estados. João Jaime e Firmo Camurça ainda acreditam na possibilidade de haver um posicionamento pró-governo Elmano da Federação no Ceará.

João Jaime destacou que conversou com o secretário das Cidades do Ceará, Zezinho Albuquerque (PP), ocasião em que decidiram aguardar a oficialização para que tomem uma medida.

“Não sabemos como vai ser o desdobramento, se vai se estender para os cargos dos estados”, disse.

Ele frisou, no entanto, que não vai sair da base do Governo. Também governista, Camurça defendeu que cada estado tenha liberdade para deliberar sua atuação conforme suas peculiaridades.

Além dele, o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, e a prefeita de Pacatuba, Larissa Camurça, também são filiados do União Brasil e governistas. O deputado federal Moses Rodrigues e o prefeito de Sobral, Oscar Rodrigues, vêm sendo sondados pelo Governo.

“Vamos aguardar. Não sabemos o direcionamento em nível de estados, porque cada estado é uma realidade, cada região decide e define sua política de forma geral”, disse Firmo.