O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu aumentar as medidas de vigilância em torno da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), que está em prisão domiciliar em um condomínio no Jardim Botânico, área nobre de Brasília.
A decisão foi tomada depois que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao STF um parecer contrário à proposta da Polícia Federal (PF) para manter agentes dentro da casa do ex-presidente 24 horas por dia.
Mesmo assim, o titular da Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou a favor do reforço da segurança nas imediações da residência e na entrada do condomínio, sugestão aceita pelo ministro Alexandre de Moraes.
MEDIDAS AUTORIZADAS
No despacho, o ministro ordenou que a Polícia Penal do Distrito Federal realize monitoramento presencial no lado externo da casa e nas divisas com imóveis vizinhos, pontos considerados mais vulneráveis a uma possível tentativa de fuga.
Outra determinação prevê a vistoria nos compartimentos internos e porta-malas de todos os veículos que saírem da residência. Esses procedimentos deverão ser registrados com detalhes sobre carros, motoristas e passageiros, e os relatórios enviados diariamente ao STF.
JULGAMENTO MARCADO
Na próxima terça-feira (2), Jair Bolsonaro e outros sete aliados vão a julgamento na Primeira Turma do STF. Todos respondem como réus no chamado núcleo 1 da trama golpista investigada pelo tribunal.
O ex-presidente de extrema-direita está em prisão domiciliar desde o início de agosto, usando tornozeleira eletrônica. A medida foi imposta após Alexandre de Moraes avaliar que Jair Bolsonaro descumpriu restrições judiciais que o impediam de publicar mensagens em redes sociais por meio de perfis de terceiros.
Em outra apuração, a PF encontrou no celular de Jair Bolsonaro um documento de solicitação de asilo político destinado ao presidente da Argentina, Javier Milei (Liberdade Avança), também político de extrema-direita. Segundo os investigadores, o arquivo estava armazenado no aparelho desde 2024.
Os advogados do ex-presidente afirmaram que o material se tratava apenas de um rascunho e negaram qualquer intenção de fuga para fora do Brasil.
Com informações da Agência Brasil.
