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Empresas já começaram a adotar medidas esperando efeitos do tarifaço, diz economista

O economista Bruno Henrique, sócio da Repense Consultoria, afirmou que empresas já começaram a adotar medidas visando mitigar os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros para exportação.

Em entrevista ao programa Entre Assunstos, do Opinião CE, ele destacou que uma medida que tem sido adotada, por exemplo, foi a redução de turnos dos seus empregados. “Não adianta produzir a mesma coisa, o custo de estocagem, às vezes, é caro”, disse.

“O risco que corre é o de demissão e, talvez, até empresas fechando. Já não estamos em um momento econômico tão tranquilo e ainda vem o tarifaço”, acrescentou.

De acordo com ele, em um primeiro momento, todo mundo se assustou com o anúncio da sobretaxa de 50% sobre os produtos do País. Vale lembrar que, quando assinou o decreto que regulamentou a medida, o presidente Donald Trump não impôs a tarifa sobre todos os produtos, com a isenção de alguns setores, o que aliviou certas produções no Ceará, principalmente o aço.

Como afirmou Henrique, apesar do susto, o mercado, na sequência, começa a se movimentar e a entender quais são os próximos passos, “assim como tivemos na pandemia”. Ele ressaltou, entretanto, que é difícil avaliar o real tamanho e qual vai ser o prazo disso tudo.

IMPACTO NAS PESSOAS

O economista explicou que o impacto ao cidadão pode ocorrer com o risco de desemprego ou com a diminuição de investimentos em determinados setores, que são os primeiros sintomas que estão sendo observados.

No último dia 21 de agosto, o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), assinou o decreto que instituiu as medidas anunciadas pelo Governo com o objetivo de mitigar os efeitos do tarifaço. A principal premissa, conforme o Executivo cearense, era manter os negócios das empresas cearenses nos EUA.

As medidas incluem: auxílio financeiro às empresas que exportam para os EUA; compra de produtos das empresas para atender equipamentos do Governo do Ceará; antecipação de pagamento de créditos de exportação; e aumento de incentivos fiscais, com a redução dos encargos financeiros do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI).

Bruno Henrique avalia que ainda é cedo para saber se as ações adotadas pelo Governo Federal e pelo Governo do Ceará surtirão efeito positivo no objetivo de mitigar os impactos da sobretaxa.