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Câmara dos Deputados: Hugo Motta promete priorizar sete projetos para combate à fome

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que dará prioridade aos sete projetos de lei (PLs) que fazem parte de uma agenda legislativa voltada ao combate à fome. A iniciativa foi apresentada aos parlamentares nesta quarta-feira (27).

A agenda, intitulada Da Política ao Prato, foi elaborada pelo movimento suprapartidário Pacto contra a Fome. As propostas tratam de temas que envolvem desde o fortalecimento da agricultura familiar até o incentivo à alimentação saudável em escolas públicas, passando também pelo enfrentamento das mudanças climáticas e pelo combate ao desperdício de alimentos. Entre os sete projetos, cinco estão em análise na Câmara, sendo dois de autoria de deputados (PLs 2424/24 e 321/25).

Segundo Hugo Motta, o Legislativo pode oferecer uma resposta rápida. Ele afirmou que os deputados e deputadas têm a responsabilidade de contribuir com medidas que reduzam a insegurança alimentar. “Queremos ver um Brasil mais justo, que não precise mais ser discutido em mapas de fome e de insegurança alimentar”, declarou.

FORA DO MAPA

O Brasil foi recentemente retirado da zona de fome pela Organização das Nações Unidas (ONU). Hoje, menos de 2,5% da população vive em situação de insegurança alimentar grave. Apesar do avanço, 7,1 milhões de pessoas ainda passam fome no país. No total, 28,5 milhões enfrentam algum grau de insegurança alimentar, seja grave ou moderada.

A presidente do Conselho do Pacto contra a Fome – Setor Privado e Terceiro Setor, Geyze Diniz, ressaltou que o Brasil tem um compromisso moral e ético de erradicar a fome. Segundo ela, a meta do movimento é eliminar o problema até 2030 e garantir, já em 2024, que toda a população tenha acesso a uma alimentação adequada.

Para Geyze Diniz, a fome compromete o desenvolvimento do País. “Crianças chegam às escolas sem condições de aprender porque não se alimentaram. Trabalhadores perdem produtividade por falta de energia. Famílias perdem saúde, esperança e futuro. E o Brasil perde a oportunidade de se desenvolver”, disse.

METAS DO GOVERNO

Do lado do Executivo, a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, destacou que a retirada do Brasil do Mapa da Fome é apenas um passo inicial. Ela defendeu a ampliação das políticas públicas e a atuação conjunta com a sociedade civil como estratégias para erradicar definitivamente a fome no País.

Com informações da Agência Câmara de Notícias.