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“Fábricas inteligentes” terão linha de crédito de R$ 12 bilhões para equipamentos 4.0

Passo importante para a inovação no território brasileiro, foi anunciada na segunda-feira (25) a ampliação dos recursos disponíveis para projetos de difusão de máquinas e equipamentos 4.0 na economia. Com taxas incentivadas que mesclam a Taxa Referencial (TR) e custos de mercado, o orçamento disponível em 2025 é de R$ 12 bilhões.

A chamada Indústria 4.0 integra tecnologias digitais e automação avançada para criar fábricas inteligentes, o que promete uma produção mais eficiente, flexível e competitiva.

O recurso é disponibilizado por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – que serão direcionados, também, para a região Nordeste. O anúncio foi feito pelo presidente Lula (PT), em Brasília.

O objetivo, conforme o Governo, é melhorar a produtividade e modernizar o parque fabril brasileiro.

“Máquinas e equipamentos vão fazer com que a indústria ganhe competitividade, reduza custos e modernize o parque industrial brasileiro”, defendeu o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB).

O anúncio aconteceu na segunda-feira (25), em Brasília. Foto: Kayo Magalhães/BNDES

Estudos mostram que o parque fabril brasileiro ainda opera com maquinário com idade média de 14 anos, o que reduz sua produtividade.

No Brasil, 38% dos equipamentos industriais estão próximos ou além do ciclo de vida ideal estabelecido pelos fabricantes. Essa defasagem aumenta custos de manutenção, consumo energético e impacta negativamente a competitividade do país.

BNDES

No banco, a linha Crédito Indústria 4.0 tem R$ 10 bilhões para impulsionar a agenda de modernização industrial e dos serviços tecnológicos.

O foco são investimentos em tecnologias em robótica, inteligência artificial, computação na nuvem, sensoriamento, comunicação máquina a máquina e internet das coisas (IoT). A iniciativa é parte do eixo de inovação e digitalização do Plano Mais Produção, que integra a política industrial Nova Indústria Brasil (NIB).

Já a Finep, braço do Governo Federal para alavancar investimentos, incluindo no setor privado, complementa a ação com R$ 2 bilhões de crédito à sua linha Difusão Tecnológica. A linha mira exclusivamente empresas que precisem modernizar seu parque industrial localizado nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

“Nosso calendário é que, a partir do dia 15 de setembro, a gente já começa a aprovar os créditos”, anunciou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “Os bancos serão nossos gerentes. A orientação é cada um procurar o seu banco para acelerar o processo. E a gente repassa os recursos. O que não for possível, a gente faz diretamente”.

Mercadante ressaltou que a nova linha reforça o compromisso do Banco com dois eixos fundamentais: o aumento da produtividade e a difusão tecnológica na economia.

“Esta é uma linha de crédito que vai direto na competitividade, na produtividade, na eficiência, no setor que tem mais P&D, que mais precisa inovar e que irradia isso para toda a indústria e para toda a economia”, ponderou. “São mais R$ 12 bilhões. Vamos dar um salto à inteligência artificial, minerais críticos e vacinas”.

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

A partir da mistura entre TR e taxas de mercado, o custo financeiro da linha não ultrapassará 8,5% ao ano, conforme o BNDES, beneficiando mais projetos, principalmente de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Todos os bancos credenciados no BNDES estarão aptos a repassar os recursos.

As MPMEs verão a redução, em média, de 6% das taxas que atualmente pagam em financiamentos

Para aquisição de máquinas e equipamentos 4.0, micro, pequenas e médias empresas com projetos de até R$ 50 milhões terão acesso a financiamento na forma indireta, por meio da rede credenciada de instituições do BNDES.

Para médias e grandes empresas com projetos no valor de até R$ 300 milhões o financiamento será feito diretamente com o BNDES. A instituição financeira também apoiará fabricantes de máquinas e equipamentos 4.0 na comercialização de seus equipamentos credenciados, no valor de até R$ 300 milhões.