O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou, nesta terça-feira (26), a segunda fase da iniciativa Floresta Viva, uma das principais ações nacionais de apoio à restauração ecológica e ao fortalecimento das comunidades que vivem em áreas de grande valor socioambiental.
Com aporte inicial de R$ 100 milhões do Fundo Socioambiental do BNDES, a iniciativa vai apoiar projetos de restauração ecológica com espécies nativas e/ou Sistemas Agroflorestais (SAFs), incluindo a conservação de ecossistemas nos biomas Caatinga, Cerrado, Pantanal, Pampa e Mata Atlântica.
O investimento pode alcançar R$ 250 milhões com a adesão de parceiros.
O lançamento ocorreu com a participação da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, do presidente do ICMBio, Mauro Pires, do diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Thiago Belote, e do chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, Marcus Santiago.
Conforme Campello nesta segunda edição, o escopo do Floresta Viva foi alterado, incluindo um pacote significativo envolvendo os recursos do Fundo Amazônia.
“Então achamos que era importante dedicar esses R$ 100 milhões de recursos não reembolsáveis para todos os outros biomas no Brasil – alguns inclusive com áreas já devastadas percentualmente muito maior do que a própria Amazônia – e que acabam tendo menos atenção do que a Amazônia, dona de um apelo internacional gigantesco”, destacou.
Já segundo Pires, a iniciativa espera a adesão de parceiros financiadores interessados em se associar à governança oferecida pelo BNDES.
“Ter o BNDES pensando nesse tipo de arranjo e de financiamento pode indicar para outros países que é fundamental investir na conservação, mas uma conservação que inclua também as pessoas e que traga qualidade de vida”, complementou.
Floresta Viva 1 já mobilizou R$ 460 milhões, dos quais metade de parceiros privados e públicos.
Foram lançados nove editais, resultando em mais de 60 projetos contratados ou em análise, cobrindo 8.500 hectares de áreas em processo de recuperação.
BENEFÍCIOS
Conforme o Banco, o Floresta Viva 2 terá impactos diretos sobre a vida das comunidades e a preservação ambiental.
A iniciativa promoverá a recuperação de nascentes e bacias hidrográficas, o que garantirá melhoria da qualidade e da disponibilidade da água; contribuirá para a regulação climática, por meio da captura de carbono e da mitigação de efeitos extremos como secas e enchentes; e reforçará a proteção da biodiversidade, apoiando ações de monitoramento e a reintrodução de espécies nativas.
Além disso, fomentará a geração de renda para comunidades tradicionais, agricultores familiares e assentados da reforma agrária, a partir de atividades sustentáveis e de projetos de restauração produtiva, ao mesmo tempo em que oferecerá capacitação e fortalecimento institucional às organizações locais, ampliando sua autonomia e capacidade de gestão socioambiental.
Nessa segunda fase, o Floresta Viva trará ciclos sucessivos de seleção pública, o que garante mais agilidade na aprovação e execução dos projetos.
Também será implementado um programa específico de formação e mentoria para pelo menos 20 organizações sociais, que poderão executar projetos de pequena escala, aplicando na prática o conhecimento adquirido.
