Menu

Auxílio Gás será reformulado para garantir acesso ao botijão a famílias de baixa renda

O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, destacou que o novo formato será ampliado de forma gradual e, até março, deve alcançar 15,5 milhões de famílias, somando mais de 46 milhões de pessoas. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Governo Federal vai lançar, na próxima semana, um programa para reformular o Auxílio Gás. A mudança pretende garantir que famílias de baixa renda tenham acesso direto ao botijão de gás de cozinha (GLP), substituindo o modelo atual, que transfere apenas um valor fixo baseado na média nacional.

O anúncio foi feito pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, nesta quarta-feira (27), durante participação no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ele destacou que o novo formato será ampliado de forma gradual e, até março, deve alcançar 15,5 milhões de famílias, somando mais de 46 milhões de pessoas.

AMPLIAÇÃO

Atualmente, o benefício contempla 5,6 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda de até meio salário mínimo por pessoa. A previsão é chegar a mais de 20 milhões de famílias nos próximos anos. Para 2026, estão reservados R$ 13,6 bilhões no orçamento.

Cada família recebe, hoje, R$ 108 a cada dois meses, valor que equivale ao preço médio do botijão de 13 quilos. Com a reformulação, o pagamento em dinheiro será substituído por um vale-crédito, que poderá ser usado em revendedoras cadastradas mediante apresentação do CPF.

DESIGUALDADE

Segundo Rui Costa, o modelo atual não garante a compra do botijão em todas as regiões, porque o preço varia consideravelmente. Enquanto a média nacional fica entre 105 e 109 reais, em algumas localidades o valor pode chegar a 160 ou até mesmo 170.

O ministro ressaltou que a nova medida busca corrigir essa diferença. “O que o Governo vai fazer é entregar o botijão às pessoas. Assim, além de assegurar dignidade para que cozinhem seus alimentos, vamos reduzir acidentes domésticos, como queimaduras em crianças e mulheres, que muitas vezes recorrem ao uso de álcool no lugar do gás”, afirmou.

Com informações da Agência Brasil.