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Lula reafirma disposição em negociar tarifas, mas que o governo não vai aceitar desaforos

Na manhã desta terça-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo brasileiro segue à disposição para negociar tarifas de maneira igual e prezando pela soberania do Brasil. A declaração foi feita durante a abertura da segunda reunião ministerial de 2025, no Palácio do Planalto. 

A fala de Lula ocorre em meio à imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos para os produtos brasileiros exportados para o país. Segundo o chefe do Executivo nacional, Alckmin, Haddad e Mauro Vieira estão 24 horas por dia à disposição para negociar sobretudo na questão comercial.

“Estamos dispostos a sentar na mesa em igualdade de condições, o que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso não aceitamos de ninguém. É impostante saber que nosso compromisso é com o povo brasileiro”, afirmou.

Ainda segundo o petista, é importante que cada ministro faça questão de retratar a soberania do país, no entanto, o governo não aceitará desaforos, ofensas e petulâncias de ninguém. “Se gostássemos de imperador, o Brasil ainda seria monarquia”, concluiu.

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Na fala, ele ainda fez críticas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, e ressaltou que a ação do parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para impor sanções ao Brasil é uma das maiores traições cometidas por um brasileiro à própria pátria.

“O que está acontecendo hoje no Brasil com a família do ex-presidente [Jair Bolsonaro] e com o comportamento do filho dele nos Estados Unidos é, possivelmente, uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus”, disse.

Para Lula, o filho de Bolsonaro já devia ter sido expulso da Câmara dos Deputados. 

CONFLITOS

O conflito entre os países europeus também foi tema da fala inicial do presidente na reunião ministerial. Em sua avaliação, Rússia, Ucrânia, assim como a União Europeia e o governo dos Estados Unidos já sabem que é o momento de encerrar a guerra. 

Lula também criticou guerra entre Israel e Hamas.