Fortaleza recebe, até sexta-feira (29), o 4º Encontro Nacional de Tecnologia e Inteligência para Líderes e Gestores da Polícia Civil. O evento reúne autoridades de todo o País para discutir inovações voltadas à modernização da segurança pública e ao enfrentamento do crime organizado.
Durante a solenidade de abertura, nesta terça-feira (26), o governador Elmano de Freitas (PT) ressaltou a importância da cooperação entre estados. “Esse evento é fundamental. Aqui discutem como uniformizar procedimentos, ampliar a colaboração, compartilhar avanços tecnológicos que permitem investigações mais profundas e facilitar a troca de informações entre as inteligências”, afirmou.
O chefe do Executivo estadual também defendeu maior integração entre forças locais e federais. “O caminho é unificar bancos de dados, articular inteligências e aproximar forças de segurança em todo o País. Só assim poderemos vencer e derrotar as organizações criminosas que atuam dentro e fora do Brasil”, destacou.
O Ceará vem ampliando investimentos na Polícia Civil (PCCE), especialmente no setor de inteligência. Desde 2023, houve aumento de 135 para 791 cargos na área, posse de 428 novos policiais e lançamento de concursos com 500 vagas para investigador e 100 para delegado.
A estrutura também foi reforçada com a criação do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), do Departamento de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio (Depatri), além de duas unidades da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) no Norte e no Sul do Estado. Foram implantadas ainda 20 novas seccionais e 30 setores de inteligência.
O delegado-geral da PCCE e presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc), Márcio Gutiérrez, destacou que o encontro é estratégico. “Vamos discutir tecnologias e ferramentas que ajudem a identificar autores de crimes, localizar foragidos e construir um plano nacional de enfrentamento ao crime organizado mais firme e eficiente“, afirmou.
De janeiro a julho deste ano, a Polícia Civil do Ceará capturou 177 criminosos que haviam fugido para outros estados ou comandavam delitos a distância. Para Márcio Gutiérrez, os resultados comprovam a importância da tecnologia e da cooperação. “Esse avanço só é possível graças ao uso intensivo de ferramentas de inteligência e ao trabalho conjunto das polícias civis do País”, concluiu.
