O Instituto de Prevenção do Câncer (IPC), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), recebeu a comitiva do Ministério da Saúde (MS) para oficializar o lançamento nacional do novo modelo de rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste de DNA-HPV. O Ceará foi o estado escolhido para iniciar a estratégia.
O secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, representou o ministro da Saúde e ressaltou a relevância da medida. Para ele, o exame representa um salto no diagnóstico precoce e na organização da rede de prevenção. “É um método moderno, que marca um avanço para o rastreamento organizado do câncer de colo do útero no Ceará e em todo Brasil”, declarou.
A secretária da Saúde do Ceará, Tânia Mara Coelho, destacou que a iniciativa reforça a política pública de prevenção. Segundo ela, a união entre governos Federal, do Estado e do Município fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS) e amplia o acesso da população. “A saúde do Ceará tem recebido fortes investimentos e o lançamento é mais uma demonstração de que a Ciência salva vidas“, disse.
Além do Ceará, outros 10 estados e o Distrito Federal receberam visitas do Ministério da Saúde (MS) para a mesma finalidade. A meta é universalizar o rastreamento até dezembro de 2026, garantindo a oferta do teste em todo o território nacional.
PÚBLICO-ALVO
O exame será oferecido a mulheres cisgênero, homens trans, pessoas não binárias, de gênero fluido e intersexuais com sistema reprodutivo feminino. A diretora da Secretaria de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Regina Vianna Brizolara, explicou que a tecnologia era cara e inacessível no passado, mas agora será disponibilizada pelo SUS.
A secretária-adjunta da Saúde de Fortaleza, Aline Gouveia, reforçou que a combinação entre vacinação contra o HPV e rastreamento pode reduzir drasticamente os índices da doença. Para ela, a parceria é essencial para alcançar a erradicação do câncer do colo do útero.
O HPV é a principal causa desse tipo de câncer, que ocupa o terceiro lugar em incidência entre as mulheres. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 17.010 novos casos anuais entre 2023 e 2025, com uma taxa de 15 registros a cada 100 mil mulheres.
DNA-HPV
O teste de biologia molecular detecta 14 genótipos do papilomavírus humano e será aplicado também em mulheres assintomáticas. Ele substitui gradualmente o exame citopatológico Papanicolau, que ficará restrito aos casos de confirmação quando houver resultado positivo.
O método reduz exames desnecessários, amplia os intervalos de coleta em casos negativos e alcança regiões com menor oferta de serviços de saúde. Com maior precisão, aumenta as chances de diagnóstico precoce e tratamento efetivo.
A implementação começa em Fortaleza e será estendida para outras cidades cearenses. Até 2026, o objetivo é atingir 7 milhões de mulheres de 25 a 64 anos por ano em todo o País.
