O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que não há ambiente na Casa para anistiar quem “planejou matar pessoas”. O Supremo Tribunal Federal (STF) investiga grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) suspeito de ter idealizado o “Punhal Verde e Amarelo”, plano para assassinar o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes.
Em entrevista à GloboNews, Motta disse que não iria ceder à chantagem dos bolsonaristas para pautar o projeto da anistia ampla, proposto pela oposição durante a obstrução do Plenário da Câmara na semana passada.
O chefe do Legislativo, entretanto, afirmou que um projeto mais brando da anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023 a Brasília pode ser votado. Proposta de autoria do deputado Major Vitor Hugo (PL-GO), que não inclui quem tenha atentado contra a vida e a integridade corporal, bem como tenha cometido os crimes de sequestro e de cárcere privado, não são incluídas no texto.
Hugo Motta disse que pode ser negociado um texto que revise as penas de alguns condenados e abrande o regime dos presos pelos ataques às instituições e tentativa de golpe. Segundo Motta, não é razoável conceder anistia a quem “planejou matar pessoas”.
“Há preocupação com pessoas que não tiveram papel central e que, pela cumulatividade das penas, tiveram penas altas, e em uma reavaliação das penas, possam ir para um regime mais suave. Há uma preocupação com penas exageradas e isso, talvez, consiga unir o sentimento médio da Casa”, afirmou o presidente.
