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Forças de Segurança prendem mais de 20 mil suspeitos em sete meses e avançam no combate à violência

A maioria dos crimes de morte no Ceará tem origem nas organizações criminosas que lidam com o tráfico de drogas. Foto: Divulgação/ Ascom SSPDS

O Ceará registrou a prisão de 20.073 suspeitos entre janeiro e julho deste ano, média de quase 95 capturas diárias. O aumento mais expressivo ocorreu entre os suspeitos de envolvimento com organizações criminosas, que subiu 52,2% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 1.131 prisões no ano.

A quantidade de detidos por participação em crimes violentos letais e intencionais (CVLIs) também cresceu, chegando a 1.668 pessoas, 32,1% a mais que nos primeiros sete meses de 2024, quando foram 1.263 capturas. Entre os crimes considerados CVLIs estão homicídios, feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios.

DADOS OFICIAIS

Essas estatísticas foram compiladas pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), ligada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Os números incluem prisões feitas pela Polícia Militar (PMCE) e pela Polícia Civil (PCCE).

O secretário Roberto Sá destacou o esforço conjunto dos profissionais de segurança.

“Agradeço a todos os homens e mulheres das forças de segurança do Ceará que, integrados, trabalham para garantir a tranquilidade da nossa sociedade. O Governo do Ceará investe na reestruturação das unidades policiais e no fortalecimento da inteligência, com metas claras para reduzir a criminalidade. Isso traz mais paz para os cearenses”, destacou o titular da SSPDS.

ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS

Policiais militares e civis intensificaram as ações contra grupos criminosos, resultando em aumento de 52,2% nas prisões por esse tipo de crime no período. Enquanto em 2024 foram 743 capturas, este ano já são 1.131, um crescimento de 388 prisões.

Na Capital, o avanço foi ainda mais significativo. As detenções de suspeitos de integrar organizações cresceram 103,3%, com 370 prisões contra 182 no ano anterior. Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a alta chegou a 39,1%, passando de 299 para 416 capturas. Interior Sul e Norte registraram aumentos de 38,1% e 28,7%, respectivamente.

MORTES VIOLENTAS

As prisões ligadas a homicídios e outros crimes violentos letais subiram 32,1% no Ceará. A região do Interior Sul teve o maior crescimento, com 47,2% a mais, totalizando 393 suspeitos presos contra 267 no ano passado. A Capital registrou alta de 41,4%, com 468 prisões, e a RMF cresceu 28,4%, passando para 475 capturas. A região Interior Norte teve um aumento menor, de 10,9%.

MANDADOS E FLAGRANTES

No total, o Ceará contabilizou 20.073 prisões entre janeiro e julho, contra 17.474 no mesmo período de 2024, aumento de 14,9%. As capturas incluem tráfico de drogas, violência doméstica, roubo, porte ilegal de arma e outros crimes.

O destaque vai para as prisões feitas fora do Ceará em decorrência de investigações locais, que cresceram 125%, com nove detenções em 2025 contra quatro em 2024.

REDUÇÕES CRIMINAIS

Apesar do aumento nas prisões, os CVLIs apresentaram queda de 13,8%, totalizando 1.690 registros no período, ante 1.960 em 2024. Houve redução também em roubos, com queda de 23,4%, e furtos, que diminuíram 7,7% no Estado.