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Cid Gomes brinca e diz que vai colocar retroescavadeira para “retirar bolsonaristas” do Senado

Cid Gomes lembrou o uso de retroescavadeira contra motim da polícia militar em Sobral. Foto: Divulgação

Em entrevista coletiva a TV Senado nesta quarta-feira (6), o senador Cid Gomes (PSB-CE) se prontificou a colocar uma retroescavadeira para retirar políticos bolsonaristas que querem impedir o trabalho no Senado. Ele brinca com relação a quando tentou derrubar barricada da polícia com retroescavadeira em manifestação em Sobral no ano de 202o.  Sobre a retomada das atividades parlamentares, o senador disse que Alcolumbre, marcou uma sessão semipresencial hoje, mas na próxima semana, será presencial independentemente da situação.

O Senado foi ocupado, na última terça-feira (5), por senadores que pressionam por anistia para os envolvidos no 8 de Janeiro e pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federa (STF).

CID GOMES E A RETROESCAVADEIRA

Em 19 de fevereiro de 2020, Cid Gomes pilotou uma retroescavadeira para romper um bloqueio feito por policiais militares em greve no 3º Batalhão da PM de Sobral. O motim reivindicava reajustes salariais. Durante o episódio, o senador foi baleado duas vezes, mas os tiros não atingiram órgãos vitais. Ele foi inicialmente estabilizado no Hospital do Coração e depois transferido para a Santa Casa da região.

Desde dezembro de 2019, o Ceará enfrentava uma série de protestos de policiais militares por melhorias salariais. No dia da ação com a retroescavadeira, batalhões da PM foram atacados e comerciantes foram coagidos por homens encapuzados a fecharem seus estabelecimentos.

“Ninguém será chantageado, ninguém deixará de trabalhar, de abrir suas portas e caminhar com tranquilidade em Sobral”, afirmou Cid Gomes em seu discurso à multidão pouco antes de avançar contra os manifestantes com o veículo.

“Eu estou aqui desarmado e vou enfrentar quem armado estiver, sob o custo da minha vida. Mas ninguém vai fazer o que esses bandidos estão fazendo aqui em Sobral”, continuou.

O episódio ganhou repercussão nacional. O ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) autorizou o envio da Força Nacional para o Ceará por 30 dias. Antes, o ministério já havia comunicado que enviou equipes da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal “para garantir a segurança do senador Cid Gomes”. Em nota, Davi Alcolumbre, afirmou que acompanhou o caso “com preocupação” e que solicitou informações ao ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança) e ao governador Camilo Santana (PT-CE) para “obter informações e garantir a segurança” de Cid. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública também divulgou uma nota na época, em que condena tanto “a escalada de confronto e violência” com os disparos contra Cid Gomes quanto os atos de “agentes mascarados aterrorizando a população e ordenando o fechamento de estabelecimentos comerciais”.

RETOMADA DO SENADO

Sobre a retomada das atividades parlamentares, que vêm sendo obstruídas por deputados bolsonaristas que exigem a anistia para todos os envolvidos no 8 de Janeiro — entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), membros do seu governo e militares — Gomes afirmou que a partir da próxima semana as sessões do Senado serão presenciais.

“Textualmente, ele (presidente do Senado) disse que, semana que vem, como quem diz ‘por bem ou por mal’, o plenário tem que estar livre para ter sua normalidade”, relatou o senador.

A reunião de hoje (07/08)) será virtual. Gomes alegou que o objetivo é não haver contratempos na apreciação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até dois salários mínimos, o que deve beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas.