Menu

Bolsonaristas se revezam durante a madrugada e paralisam atividades legislativas no Congresso

Em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, deputados e senadores da oposição passaram a noite da madrugada desta quarta-feira (6) nos plenários da Câmara e do Senado. A ocupação das mesas diretoras das duas Casas tem como objetivo bloquear o funcionamento normal do Congresso Nacional, impedindo a retomada das votações.

Por volta das 6h da manhã, os parlamentares começaram a se revezar nos plantões, com a saída dos que permaneceram durante toda a madrugada. A maior parte dos manifestantes pertence ao Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro.

A ação é vista com preocupação pela base aliada do governo, que considera a ocupação uma afronta às instituições democráticas, comparando o ato aos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando prédios dos Três Poderes foram invadidos por apoiadores de Bolsonaro.

Diante da situação, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), convocaram reuniões com líderes partidários para decidir uma solução para o impasse.

A oposição exige que seja pautada a anistia geral e irrestrita aos condenados por tentativa de golpe de Estado no julgamento da trama golpista, que teve Bolsonaro como um dos principais acusados. Além disso, os parlamentares exigem que seja analisado um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, relator da ação que investiga o ex-presidente.

Entre os manifestantes, estava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que passou a noite no plenário do Senado e divulgou nas redes sociais seu plantão no Senado durante a madrugada.

Estamos aqui às 4h44 da manhã. Meu plantão no Senado é até às 6 horas da manhã. Nós estamos nos revezando. Estamos aqui fazendo esse gesto de ocupar a mesa diretora para, finalmente, colocar em pauta o que é melhor para o Brasil”, afirmou.

Bolsonaro é acusado de planejar medidas para anular o resultado das eleições de 2022, incluindo a suposta intenção de envolver as Forças Armadas e de prender ou até assassinar autoridades públicas. Tanto ele quanto os demais investigados negam as acusações.