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Após oposição anunciar obstrução, presidente do Congresso sobe o tom e cobra “serenidade”

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil), destacou que a ocupação dos Plenários impedindo votações na Casa é “alheia aos princípios democráticos”.

“O Parlamento tem obrigações com o País na apreciação de matérias essenciais ao povo brasileiro. A ocupação das Mesas das Casas, que inviabilize o seu funcionamento, constitui exercício arbitrário das próprias razões, algo inusitado e alheio aos princípios democráticos. Faço, portanto, um chamado à serenidade e ao espírito de cooperação. Precisamos retomar os trabalhos com respeito, civilidade e diálogo, para que o Congresso siga cumprindo sua missão em favor do Brasil e da nossa população”, afirma, em nota, o presidente.

O presidente também informou que fará uma reunião de líderes, ainda sem data anunciada, para que a atividade legislativa regular seja retomada.

Nesta terça (5), um dia após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), parlamentares da oposição ocuparam os plenários do Senado e da Câmara dos Deputados em forma de protesto e defenderam a obstrução da pauta até que a proposta que anistia dos envolvidos no 8 de Janeiro seja votada.

Outros pontos solicitados são a abertura de processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e a derrubada de medidas cautelares contra o senador Marcos do Val (Podemos-ES).

Já o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), declarou que não se trata de obstrução, mas “de um novo 8 de janeiro”. Após os atos, ele disse que o movimento impede a votação de projetos relevantes, como a correção da tabela do Imposto de Renda, uma das principais pautas do Governo Federal para o segundo semestre. O objetivo é assegurar a isenção do IR a quem ganha até dois salários mínimos.