Nos seis primeiros meses deste ano, o número de contratações com carteira assinada superou o de demissões no Ceará. O Estado criou 25.812 novos postos de trabalho, o segundo melhor resultado do Nordeste, atrás apenas da Bahia, que alcançou 67.533. O estoque total de empregos formais no Ceará chegou a 1.434.560 vínculos.
Em junho, o Ceará encerrou o mês com saldo de 7.320 vagas formais. Foram 55.969 admissões contra 48.649 desligamentos. Embora positivo, o número representa uma queda de 2% em relação ao mesmo mês de 2024.
DADOS OFICIAIS
Os números foram divulgados nesta segunda-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Em relação aos setores, todos apresentaram crescimento no semestre, com destaque para serviços, que geraram 13.168 vagas; construção civil, com 6.579; indústria, com 5.030; comércio, com 1.018, e agropecuária, com 17 novos postos de trabalho.
“O Ceará fechou o mês de junho com saldo positivo de 7.320 novos postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged. O destaque foi o setor de serviços, com 3.040 vagas, seguido pela construção civil e o comércio. Já passamos de 133 mil novos empregos desde 2023 e seguiremos avançando, gerando oportunidades e fortalecendo a nossa economia!”, escreveu o governador Elmano de Freitas nas redes sociais.
Para o secretário do Trabalho, Vladyson Viana, os números reforçam o impacto das políticas públicas na geração de empregos. “Percebemos o impacto de iniciativas como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e o Entrada Moradia, além dos investimentos em infraestrutura e obras públicas, que impulsionaram a construção civil. Por orientação do governador Elmano, estaremos junto aos empreendedores, incentivando a economia e a criação de vagas”, afirmou.
PERFIL DAS VAGAS
O perfil dos contratados indica predominância masculina (15.909), com maior concentração entre jovens de 18 a 24 anos (22.128) e pessoas com ensino médio completo (19.855). Para o titular da Secretaria do Trabalho, os dados reforçam a necessidade de políticas de inclusão produtiva para mulheres e pessoas com mais de 50 anos.
Pelo terceiro mês seguido, o Ceará apresenta saldo positivo na geração de empregos. Junho marcou a criação de 7.320 postos, atrás apenas da Bahia, que registrou 7.984. A capital alencarina respondeu por 3.564 dessas vagas.
MELHORES SALÁRIOS
O Ceará também teve o segundo melhor salário médio de admissão no Nordeste, com R$ 2.008,32 — acima da média regional, que foi de R$ 1.933,77. O bom desempenho salarial está relacionado ao crescimento dos setores de serviços (3.040), construção (1.554), comércio (1.490) e indústria (903).
CIDADES EM ALTA
Além de Fortaleza, os maiores saldos de emprego foram registrados em Juazeiro do Norte (482), Aquiraz (350), Horizonte (309), São Gonçalo do Amarante (269) e Maracanaú (214).
