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Hamas nega desarmamento e exige criação de Estado palestino

O conflito entre Hamas e Israel teve novos desdobramentos neste sábado (2). Em comunicado, o grupo islâmico afirmou que não aceitará se desarmar enquanto não for criado um Estado palestino independente, em resposta à exigência israelense para encerrar a guerra na Faixa de Gaza. Os dois lados chegaram a negociar um cessar-fogo de 60 dias e um acordo para a libertação de reféns, mas não houve consenso.

Segundo o Hamas, o direito à resistência armada só será abandonado caso se estabeleça “um Estado palestino independente e totalmente soberano, com Jerusalém como sua capital”. Israel, por sua vez, considera o desarmamento do grupo uma condição indispensável para qualquer acordo que ponha fim ao conflito.

Na última terça-feira (29), Catar e Egito, mediadores das negociações, manifestaram apoio à declaração conjunta da França e da Arábia Saudita. O documento delineia os passos para uma solução de dois Estados para o conflito e propõe a entrega das armas do Hamas à Autoridade Nacional Palestina, apoiada pelo Ocidente.

No mês passado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou sua oposição à criação de um Estado palestino, afirmando que isso representaria a destruição de Israel. Segundo ele, o controle da segurança sobre os territórios palestinos deve permanecer sob responsabilidade israelense. Netanyahu também criticou países como Reino Unido e Canadá, que manifestaram apoio à criação de um Estado palestino diante da devastação causada pela ofensiva e pelo bloqueio em Gaza.

Essa guerra no Oriente Médio iniciou em outubro de 2023, quando militantes liderados pelo Hamas invadiram o Sul de Israel, matando 1,2 mil pessoas, além de levar 251 reféns para Gaza. A retaliação de Israel a Gaza matou mais de 60 mil palestinos, o que desencadeou uma catástrofe humanitária.