O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), destacou a importância do diálogo entre o Executivo e o Legislativo na cidade. Durante a abertura dos trabalhos da Câmara de Fortaleza (CMFor) para a segunda metade do ano, o gestor finalizou seu pronunciamento pedindo união com os vereadores.
No início de sua gestão, havia dúvidas acerca da relação com alguns vereadores — mesmo alguns da base. As medidas de contingenciamento anunciadas pela Prefeitura, conforme apontam os bastidores da política na capital cearense, foram um dos principais fatores para a piora da relação. Demissão de trabalhadores indicados por parlamentares e a não realização de algumas ações por conta da diminuição de gastos são citadas como exemplos.
Ele reconheceu a importância da oposição, desde que ela seja feita “de forma respeitosa”. “A eleição passou, o que temos agora é que olhar para frente e nos unirmos. Peço, convoco, com todo respeito, a população fortalezense a nos abraçar. Nos dizer o que está errado”, destacou.
Ainda segundo ele, ao falar em “abraçar”, ele não quer dizer que os vereadores têm que “passar a mão” na cabeça dele, mas sim alertá-lo sobre possíveis melhorias.
“Ainda temos que avançar muito, mas também tenho compreensão de que os primeiros passos foram dados. Melhoramos em muitos aspectos, temos muito a melhorar, mas com vocês e com a sociedade civil, não tenho dúvida de que Fortaleza voltará a ser a capital de todos”, afirmou.
Evandro também lembrou da gestão do ex-prefeito José Sarto (PDT) e pontuou que, se ele foi eleito, é porque a população queria mudança. “Essas mudanças, eu não irei conseguir fazer sozinho. Preciso do trabalho de vocês, preciso que me ajudem”, disse, direcionando a palavra aos parlamentares.
De acordo com o prefeito, é preciso que os vereadores tenham compreensão da importância do trabalho deles para a população. Ao afirmar que “ninguém é dono da verdade”, ele disse que, se alguém tiver que chamar a atenção dele, os legisladores possuem “toda a liberdade”.
“Não quero passar quatro anos na prefeitura, eu quero marcar. Quero marcar uma gestão que escute todas e todos, marcar uma gestão não com obras faraônicas, mas uma gestão que respeite a população, escute aquele e aquela que necessitam de ação do poder público. Isso que eu quero. Esse é o legado que quero deixar”, afirmou.
