O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que institui tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. O texto impõe uma tarifa adicional de 40%, elevando o total a 50%.
Ainda não há informações se as novas tarifas anunciadas por Trump entram em vigor imediatamente ou no dia 1º de agosto, data que já havia sido anunciada.
Segundo comunicado oficial da Casa Branca, a medida foi motivada por ações do governo brasileiro que representariam “ameaças à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”. Trump alega que o Brasil tem prejudicado empresas americanas, violado direitos de liberdade de expressão de cidadãos dos Estados Unidos e comprometido interesses estratégicos do país.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é citado nominalmente no documento. Para o governo Trump, ele seria alvo de “perseguição política, intimidação e censura” no Brasil.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também é diretamente mencionado. De acordo com o comunicado, Moraes seria responsável por “centenas de ordens de censura, ameaças a executivos de empresas americanas e congelamento de ativos”.
Em entrevista divulgada nesta quarta-feira (30) pelo New York Times, o presidente Lula (PT) afirmou que havia tentado diálogo com Trump, mas que o governo estadunidense não teria retornado as tratativas. O chefe do Executivo brasileiro disse que houve designação para que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), conversassem com seus equivalentes do país norte-americano, para que houvesse possibilidade de diálogo. “Até agora, não foi possível”, ressaltou.
O presidente, ainda durante a entrevista, afirmou que não tinha interesse em conduzir as negociações como se fosse “um país pequeno contra o país grande”. Ele ressaltou ainda que as ameaças deixavam o Brasil “preocupado”, mas não “com medo”.
