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Justiça Eleitoral atrasa decisão sobre compra de votos em Tejuçuoca e Itapajé

Os municípios de Tejuçuoca e Itapajé, no Vale do Curu, seguem à espera do julgamento de processos que apuram denúncias de compra de votos com uso da máquina pública. As ações tramitam na 41ª Zona Eleitoral desde o fim das eleições municipais de 2020 e ainda não tiveram desfecho, mais de um ano após o início da apuração.

Levantamento do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) mostra que a 41ª Zona Eleitoral é responsável por Tejuçuoca, Itapajé e Irauçuba, reunindo mais de 73 mil eleitores. As ações investigam suspeitas de abuso de poder político e econômico, além do uso irregular de recursos públicos para influenciar o resultado das urnas.

LENTIDÃO PROCESSUAL

A ausência de decisão tem gerado preocupação entre eleitores e representantes da sociedade civil. Para analistas, o atraso compromete a confiança da população no sistema democrático e enfraquece o papel fiscalizador da Justiça Eleitoral.

O cenário também levanta críticas à estrutura do Judiciário, especialmente em zonas eleitorais com menor capacidade de resposta. No caso de Tejuçuoca, município com baixos índices de renda, a percepção de impunidade pode aprofundar desigualdades e desestimular a participação política.

Embora os casos envolvam acusações sérias, como o uso indevido de verbas públicas para cooptar votos, até o momento não houve qualquer punição. Moradores relatam frustração diante da demora e cobram uma atuação mais eficaz por parte do Judiciário.

Lideranças locais e parlamentares também têm se posicionado sobre o assunto. A expectativa é de que o TRE-CE dê celeridade ao julgamento, considerando o potencial impacto dessas decisões nas próximas eleições municipais.

Para especialistas, o fortalecimento da Justiça Eleitoral passa por investimentos em pessoal, infraestrutura e prioridade no julgamento de processos que envolvam corrupção eleitoral. A impunidade, alertam, pode tornar a prática recorrente em municípios com pouca fiscalização.