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Elmano se reúne com Alckmin na terça-feira (29) para discutir medidas ao tarifaço de Trump

Governador Elmano de Freitas determinou envio de reforço policial a Juazeiro do Norte. Foto: Divulgação/ Governo do Ceará

O governador Elmano de Freitas (PT) e representantes do setor produtivo cearense vão se reunir com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), para discutir medidas para o Estado diante das incertezas após o anúncio do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião está marcada para às 9h da terça-feira (29), em Brasília.

As taxas de 50% sobre a exportação de todos os produtos brasileiros estão previstas para ter início no dia 1º de agosto, se a Casa Branca não voltar atrás.

Como informou o chefe do Executivo cearense neste sábado (26), a ideia é de que, na reunião, participem representantes de setores produtivos como aço, pescado, calçados, granito e cera de carnaúba, além dos presidentes da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, e da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Amílcar Silveira.

O secretário da Fazenda, Fabrizio Gomes, e o procurador-geral do Estado, Rafael Machado, também devem participar.

“Estamos discutindo medidas. Adianto que essas medidas estão sendo negociadas, só podemos falar delas, publicamente, com elas devidamente negociadas com os empresários e parte delas tem a ver com negociações com o Governo Federal”, disse Elmano.

A fala, em coletiva à imprensa, ocorreu neste sábado, antes de reunião do secretariado do Governo do Ceará.

De acordo com o governador, ele já teve reuniões boas com empresários. “Acho que o elemento central é que nós estamos muito unidos. O Governo do Estado está muito próximo aos empresários”, disse, destacando ter uma “absoluta preocupação” com os empregos que isso representa.

Elmano lembrou que, durante essa semana, se reuniu com a diretoria da ArcelorMittal, exportadora de aço que representa metade das cargas de movimentação do Porto do Pecém. Da exportação da empresa, aliás, 78% tem como destino os Estados Unidos. A situação do aço, aliás, é específica, já que os EUA já cobram 50% de tarifa ao aço de todo o mundo, o que causa incerteza sobre como o tarifaço de Trump vai ser imposto, se continuado.

“Precisamos saber exatamente como é que vai ser a aplicação disso pelo governo americano. Aconteceram reuniões do governo brasileiro com algumas pessoas do governo americano, nós também queremos ter mais acesso a informações do que, de fato, é o cenário que está se colocando”, acrescentou.