O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PSB), opinou que a aliança entre o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e os demais grupos de oposição no Ceará é “inviável”. Na avaliação dele, não há “um projeto coletivo de oposição” ao governador Elmano de Freitas (PT) no Ceará, mas sim “projetos individuais de poder”.
No Estado, se discutia uma possível aliança entre Ciro, perto de fechar sua migração ao PSDB; o PL, sob a liderança do deputado federal André Fernandes; e o União Brasil, com o ex-deputado federal Capitão Wagner e o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, como líderes.
Na última semana, no entanto, no dia em que a Polícia Federal (PF) realizou uma operação na residência de Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente teve que colocar uma tornozeleira eletrônica, André Fernandes confirmou ao Opinião CE que o PL teria uma candidatura própria, e não apoiaria nem Ciro, nem RC. Apesar da fala, deputados da oposição ainda veem possibilidade de diálogo. Em entrevista à Rádio A Voz FM, Aldigueri opinou que os parlamentares oposicionistas estariam forçando o ex-ministro a se candidatar ao Abolição.
“Os deputados querem forçar a candidatura de Ciro Gomes. O André entende que, se lançar o Ciro, está ressuscitando um passado contra ele mesmo”, disse.
Ainda de acordo com o chefe do Legislativo estadual, Ciro deve estar postulando uma candidatura à Presidência. Na última semana, ele divulgou um vídeo em que critica Bolsonaro e o presidente Lula (PT). “Pelo que eu entendi do vídeo, ele acredita numa candidatura a presidente pelo PSDB. Acho que ele acredita numa terceira via”, afirmou.
