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“Sertão Mascarado”: exposição em Umari revela a força ancestral dos Caretas da Semana Santa

Um mergulho na tradição dos Caretas da Semana Santa do Centro-Sul cearense aguarda o público no próximo sábado (26). O Sítio Baixio dos Gaviões, na zona rural de Umari, será palco da exposição fotográfica Sertão Mascarado, idealizada pela fotógrafa e pesquisadora Alexia Duarte.

O projeto retrata o intercâmbio cultural entre grupos do Sítio Logradouro, também no município.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL

A mostra será realizada no Terreiro da Mestra Ana da Rabeca e integra a programação da 2ª Teia Centro-Sul. Por meio de 10 fotografias autorais, Alexia Duarte apresenta o processo criativo dos grupos de caretas, desde a confecção das máscaras artesanais até os cortejos e a tradicional queima do Judas.

A exposição também contará com máscaras, roupas e objetos usados nas celebrações, como chocalhos e chicotes. O público poderá conhecer de perto os elementos simbólicos que fazem parte dessa manifestação popular.

DIÁLOGO E MEMÓRIA

Além das imagens, haverá uma roda de conversa com uma pesquisadora especializada na tradição dos Caretas no Ceará. A proposta é promover um espaço de escuta, troca de saberes e valorização da cultura local.

Outro destaque da programação é a exibição do curta-metragem Sertão Mascarado, que mostra os bastidores do projeto e os rituais da Semana Santa, oferecendo um olhar íntimo sobre os protagonistas dessa tradição.

ARTE E RESISTÊNCIA

Durante o evento, grupos tradicionais de Caretas do Sertão cearense farão apresentações ao vivo. A presença dos brincantes promete emocionar o público e reforçar o valor dessa expressão cultural, passada de geração em geração.

A artista por trás da iniciativa, Alexia Duarte, desenvolve um trabalho voltado ao registro e valorização da cultura popular do interior nordestino. Com olhar sensível e documental, transforma cenas cotidianas em narrativas visuais que ajudam a preservar o patrimônio imaterial do Ceará.

VALORIZAÇÃO POPULAR

A exposição Sertão Mascarado é uma oportunidade para reconhecer e celebrar as manifestações culturais da zona rural cearense, em um espaço que resiste ao tempo e mantém viva a memória coletiva de seu povo.

O projeto tem apoio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura (MinC) e do Governo Federal.