Aos 76 anos, morreu nesta terça-feira (22) Ozzy Osbourne, um dos nomes mais emblemáticos do rock mundial. Ícone do heavy metal, o cantor britânico foi vítima do mal de Parkinson. A notícia foi confirmada por um comunicado oficial da família, que o chamava de “Príncipe das Trevas”.
“É com mais tristeza do que meras palavras podem expressar que comunicamos que nosso amado Ozzy Osbourne faleceu esta manhã. Ele estava com sua família e cercado de amor“, diz o texto divulgado pelos parentes do artista.
Duas semanas antes, em 5 de julho, o Black Sabbath fazia sua despedida dos palcos em grande estilo. O adeus foi marcado por um festival em Birmingham, na Inglaterra, com homenagens de gigantes do rock como Metallica, Guns N’ Roses, Pantera, Slayer e Gojira.
Cerca de 45 mil pessoas acompanharam o evento no estádio, enquanto outras 150 mil assistiram pela internet. No encerramento da noite, Ozzy e os demais integrantes do Sabbath voltaram ao palco juntos pela última vez.
Com a saúde fragilizada e sem a energia que o consagrou nos palcos, Ozzy apareceu sentado em um trono negro no centro do palco. Mesmo assim, emocionou a multidão ao interpretar quatro dos maiores sucessos da banda que ajudou a criar o heavy metal.
Firmando-se no pedestal do microfone, o vocalista cantou War Pigs, N.I.B., Iron Man e Paranoid. Foram essas as músicas que encerraram uma das trajetórias mais impactantes do rock. Dezessete dias depois, Ozzy morreria.
INFLUÊNCIA ETERNA
Ozzy Osbourne começou a ganhar notoriedade em 1969, com o primeiro disco do Black Sabbath, que também levava o nome da banda. Com uma sonoridade sombria e inovadora, o grupo fundou as bases do heavy metal. A voz de Ozzy, ainda que controversa, se encaixava perfeitamente ao instrumental de Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward. Nas décadas seguintes, centenas de bandas beberiam dessa fonte.
Após lançar oito discos com o Sabbath, Ozzy saiu em carreira solo. Seu álbum de estreia, Blizzard of Ozz, apresentou sucessos como Crazy Train, Mr. Crowley e Goodbye to Romance, consolidando sua relevância fora da banda original. No total, foram 13 álbuns lançados solo. Em 2013, ele ainda reuniu o Sabbath para gravar o disco 13, com músicas inéditas, seguido por uma turnê mundial.
ENTRE O INFERNO E A SALA DE ESTAR
Ozzy cultivou a imagem de rebelde, mais próximo do inferno do que do céu. Mas sempre encerrava seus shows com um singelo “Deus abençoe vocês todos!”. Sua carreira foi marcada por episódios excêntricos — como quando arrancou, ao vivo, a cabeça de um morcego acreditando que era de brinquedo — e por um histórico de excessos que desafiou os limites do corpo humano.
Mesmo com a fama de monstro do rock, tornou-se figura popular com o reality show The Osbournes, exibido nos anos 2000, que mostrava sua rotina familiar de forma inusitada. Também fez participações em 11 filmes e se tornou símbolo de uma geração que unia música, atitude e autenticidade.
Ozzy viveu como cantava: sem freios. E quando chegou a hora de partir, o fez cercado de amor e lembranças de uma vida intensa — e única.
Com informações da Agência Brasil.
