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Endividamento do consumidor em Fortaleza cai 6,1% em julho, diz pesquisa

O levantamento revela que o perfil dos endividados segue majoritariamente composto por mulheres (66,5%) (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

O número de consumidores endividados em Fortaleza apresentou uma queda expressiva em julho, de acordo com a Pesquisa de Endividamento do Consumidor, conduzida pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), da Fecomércio Ceará.

O estudo aponta que 65,6% dos fortalezenses relataram ter algum tipo de dívida, índice 6,1 pontos percentuais menor que o registrado em junho (71,7%) e também inferior ao de julho de 2024 (74,8%).

A pesquisa indica que essa tendência de queda no endividamento vem se consolidando desde novembro de 2024, refletindo maior atenção dos consumidores ao controle financeiro. No entanto, a inadimplência voltou a crescer, passando de 20,7% em junho para 22,6% em julho, ultrapassando também o índice do mesmo mês do ano passado (21,0%).

A diretora institucional da Fecomércio Ceará, Cláudia Brilhante, avalia que o recuo no número de endividados representa um sinal positivo para o comércio, especialmente no período de férias escolares, quando há maior movimentação no setor.

“Isso demonstra que o consumidor está mais atento e organizado, buscando renegociar suas dívidas com credores, uma alternativa eficaz para evitar a inadimplência e recuperar o equilíbrio financeiro”, afirmou.

Ela também reforça a importância da educação financeira, incentivando práticas como o planejamento de gastos, uso consciente do cartão de crédito, priorização de dívidas com juros elevados e formação de uma reserva de emergência.

PERFIL

O levantamento revela que o perfil dos endividados segue majoritariamente composto por mulheres (66,5%), pessoas com idade entre 25 e 34 anos (71,1%) e com renda de até três salários-mínimos (66,3%).

Por outro lado, entre os inadimplentes, o destaque vai para os homens (23,0%), pessoas acima dos 35 anos (24,8%) e também com renda mensal de até três salários (24,4%).

O tempo médio de atraso no pagamento das dívidas é de 74 dias, sendo os principais motivos a falta de equilíbrio financeiro (52,1%) e o redirecionamento de recursos para outras finalidades (45,7%).

De acordo com o estudo, os consumidores da capital cearense comprometem, em média, 44,1% da renda mensal com dívidas. O valor médio desses débitos é de R$ 1.926, com prazo médio de quitação de oito meses.

O cartão de crédito é o principal meio de endividamento, utilizado por 78,7% dos consumidores, seguido por financiamento bancário (16,4%), empréstimos pessoais (11,8%) e carnês/crediários (5,1%).