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Alexandre de Moraes manda investigar uso de informações privilegiadas em tarifaço de Trump

Segundo o advogado-Geral da União, Jorge Messias, há indícios de movimentações suspeitas no mercado cambial brasileiro antes e depois do anúncio do tarifaço por Trump. Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou abrir uma investigação para apurar o uso de informações privilegiadas no mercado financeiro após o anúncio de novas taxas sobre produtos brasileiros feito pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O caso envolve suspeita de insider trading, que é quando alguém usa informações sigilosas para obter vantagem em operações financeiras antes que essas informações sejam divulgadas ao público — o que é considerado crime.

O pedido partiu da Advocacia-Geral da União (AGU) e foi encaminhado ao STF na semana passada. A solicitação está ligada ao inquérito que investiga o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), integrante da extrema-direita brasileira, por tentar influenciar o governo norte-americano a adotar retaliações contra autoridades brasileiras e travar uma ação penal relacionada à tentativa de golpe que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro — também representante da extrema-direita —, se afastou da Câmara dos Deputados em março deste ano. Desde então, vive nos Estados Unidos, alegando ser vítima de perseguição política.

Segundo o advogado-Geral da União, Jorge Messias, há indícios de movimentações suspeitas no mercado cambial brasileiro antes e imediatamente depois do anúncio do tarifaço por Trump. A medida determina que 50% das exportações brasileiras passem a ser taxadas a partir de 1° de agosto.

A decisão de Alexandre de Moraes transforma o pedido da AGU em uma investigação separada do inquérito principal sobre Eduardo Bolsonaro. O novo procedimento correrá em sigilo.

Na última sexta-feira (18), ainda no âmbito da mesma investigação, a Polícia Federal (PF) realizou uma operação contra Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e não pode sair de casa entre 19 e 6 horas do dia seguinte, durante a e integralmente nos finais de semana e feriados.

A determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontar risco de fuga. Jair Bolsonaro é réu por envolvimento na tentativa de golpe e será julgado pelo STF, provavelmente, em setembro.

Com informações da Agência Brasil.