Um navio carregado com placas de aço com destino aos Estados Unidos deixou o Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), na manhã deste domingo (20).
Todo o aço produzido no complexo cearense é direcionado para a unidade norte-americana da companhia, conforme explicou Rebeca Oliveira, diretora de Relações Institucionais do Cipp. “A produção das placas de aço é toda enviada para os Estados Unidos porque o comprador é a Arcelor Mittal América”, informou a executiva.
INTERCÂMBIO COMERCIAL
Uma carga de mel também está pronta para ser enviada aos Estados Unidos, mas aguarda a finalização de negociações entre a empresa exportadora e o governo norte-americano. Os contêineres com o produto seguem no Porto nesta segunda-feira (21), enquanto não há definição sobre o embarque.
Apesar do anúncio recente do governo dos Estados Unidos sobre a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, a movimentação de mercadorias no Porto do Pecém continua dentro da normalidade, segundo o Cipp.
“O Porto do Pecém atua como facilitador das operações de embarque e desembarque de cargas de importação e exportação. Até o momento, não houve solicitação formal de alteração no cronograma de nenhuma carga. O Porto apenas é informado oficialmente quando há decisão de manter uma carga em pátio por tempo superior ao previsto, o que, neste caso, ainda não ocorreu. O Porto do Pecém segue operando normalmente para garantir a fluidez e segurança das operações logísticas”, informa a Assessoria de Comunicação do Cipp por meio de nota.
EXPORTAÇÕES MANTIDAS
Com a manutenção das rotas e a regularidade dos envios, a operação do Porto do Pecém segue como um dos principais canais de exportação de produtos industriais do Ceará. A continuidade das remessas, mesmo com o anúncio da tarifa, indica que as empresas seguem apostando na estabilidade das relações comerciais com os Estados Unidos.
Ainda não há informação sobre possíveis impactos diretos da nova taxa sobre as exportações realizadas a partir do terminal cearense. Segundo o Cipp, qualquer mudança no cronograma depende de orientação formal das empresas envolvidas no processo de exportação.
