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Ceará tem aumento de 8,7% na apreensão de armas de fogo no primeiro semestre

As ações das Forças de Segurança resultaram na média de 20 armas apreendidas por dia no Ceará. Foto: Ascom SSPDS

As Forças de Segurança do Ceará apreenderam 3.544 armas de fogo entre janeiro e junho deste ano. O número representa um aumento de 8,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram recolhidos 3.260 armamentos. Na média, quase 20 armas foram retiradas de circulação por dia no Estado. Os dados são da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp).

O titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Roberto Sá, creditou o avanço ao trabalho dos profissionais da área. Segundo ele, a retirada de armas das ruas é essencial, já que elas estão entre os principais instrumentos usados em assassinatos e outros crimes. “Quase uma arma por hora foi apreendida. Isso mostra o comprometimento das nossas equipes em todas as regiões do Estado”, salientou.

FORTALEZA E REGIÃO

Em Fortaleza, 847 armas foram apreendidas no primeiro semestre de 2025 — um aumento de 9,4% em comparação ao mesmo período de 2024, quando foram recolhidas 774. O crescimento equivale a 73 armamentos a mais.

Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), os agentes confiscaram 729 armas, 56 a mais do que no ano anterior. O aumento foi de 8,3%. Tanto na Capital quanto nas cidades vizinhas, os números reforçam o impacto das operações de patrulhamento e abordagens policiais.

INTERIOR DO ESTADO

No Interior Sul, o número de apreensões subiu de 800 para 900, o que representa um aumento de 12,5%. A região liderou o crescimento entre todas as áreas do Estado.

Já no Interior Norte, a alta foi de 5,4%. Foram 1.068 armas recolhidas neste ano, contra 1.013 no mesmo período de 2024. As duas regiões somadas concentram quase 2 mil armamentos fora de circulação.

ESTRATÉGIA REFORÇADA

Além do trabalho de campo, o secretário citou a ampliação dos investimentos como fator decisivo. Ele destacou o aumento da gratificação por apreensão, a contratação de novos policiais, a aquisição de viaturas e a ampliação do orçamento para horas extras.

“Essas medidas garantem mais patrulhamento, mais investigações e mais armas fora das mãos de criminosos. Nosso objetivo é chegar não apenas nos autores dos crimes, mas também nos meios que eles usam”, concluiu Roberto Sá.